1.5.08













Vem e entra. Para ficar. Não esperes um olhar de assentimento, um gesto, um toque. Vem simplesmente.
Deixa que sinta o inesperado bafo quente da tua respiração na minha blusa, trespassa-a, procura-lhe a entrada e esquece-a. Já não a sinto. Sinto-te. E já não é só a tua respiração, o teu calor, são as tuas mãos, os teus braços a prenderem-me, a enterraram-me em ti.
Entranhas-te em mim pelos meus ouvidos, com a tua voz como fazes todos os dias, quando me falas de ti, dos teus dias, do teu tempo que nunca foi o meu e que eu recebo como se apenas o esperasse. O espaço já não existe, o espaço somos agora nós, Um só vertical, ocupando a mesma existência.
Isso! sê cálido, louco ao meu ouvido, nos teus gestos, com o teu corpo que me aperta até ao sufoco, sufoco que é Vida neste estar contigo.
E passeia-me por ti, em suor e calor, em saliva e fricção.
Roubaste-me na diferenciação dos sentidos e experimento essa loucura de não ter corpo como se só o teu existisse em mim.

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11.4.08

espero a tua chegada em mim.



Como gostas, subtil, mansa, terna, progressão e movimento, quase não me sentes, só um arrepio, só um fio cortante, hesitas se serei eu, se será a minha sombra.
As minhas mãos avançam, curva do joelho, da anca, do ventre, o meu no teu, subindo,...
E desisto. Perco-me, cedo.
Fui ponto de partida que espera de ti a chegada.

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