19.2.09
11.2.09
Palestra " Universo, Sistema Solar"
Inserido no ciclo de conferências levado a cabo pelos alunos do 12º C, no âmbito da Área-Projecto, realizou-se, ontem, a conferência "Universo, Sistema Solar - a utopia de atingir o inatingível." Com a sala Multiusos da Escola repleta de alunos e professores, o Prof. Dr. João Fernandes prendeu a assistência com um discurso acessível sem deixar de ser rigoroso. Começou por colocar o problema do estudo da Astronomia por esta lidar com "objectos" que não estão ao nosso alcance, por lidar com o inatingível. Daí ter afirmado que, sobretudo nos últimos cem anos, estamos a estudar um Universo já com 130 milhões de anos.
"Conhecemos um instante do Universo."
Como estudar astros que se encontram a milhões de quilómetros e existem há milhões de anos, foi outra das questões levantadas. E aqui referiu a importância da luz. Através da espectroscopia, o homem não só pode medir distâncias, como medir o tempo e estudar a composição química desses astros.
Procura-se, portanto, determinar evidências de vida noutros sistemas solares. Esse o papel da Astronomia, bilhete para o sonho e a utopia.
Por fim, salientou a importância do Ano Internacional da Astronomia cujo sítio pode ser consultado aqui.
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9.2.09
Área-Projecto -12º C
No âmbito da Área-Projecto, a minha direcção de turma, 12º C, sob a coordenação e dinamização da respectiva docente, Graça Martins, leva a efeito um conjunto de conferências de que se dá conhecimento. O primeiro orador será o Prof. Dr. João Fernandes que abordará o tema "Universo, sistema solar". Num próximo post, daremos nota das principais conclusões desta primeira palestra.
Etiquetas: Área-Projecto, educação, Esen
15.1.09
Avaliação de Professores - ESEN - Viseu
Na tarde de ontem, os professores da Escola Secundário de Emídio Navarro, Viseu, reuniram em plenário e aprovaram uma moção onde reiteram a sua oposição ao modelo de avaliação que a ministra da educação quer impor. A moção foi aprovada, apenas com seis abstenções e sem qualquer voto contra.
MOÇÃO
Os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu, suspenderam, por larga maioria, a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou Agrupamentos de Escolas.
O Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento que culminaram com a expressiva adesão à greve de Dezembro último, procedeu a sucessivas alterações do Modelo de Avaliação, que mais não são do que o reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da sua inaplicabilidade.
Essas alterações, por serem pontuais, em nada modificaram a filosofia e os princípios que estão subjacentes ao Modelo que, apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.
A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do mesmo.
Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
O Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento que culminaram com a expressiva adesão à greve de Dezembro último, procedeu a sucessivas alterações do Modelo de Avaliação, que mais não são do que o reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da sua inaplicabilidade.
Essas alterações, por serem pontuais, em nada modificaram a filosofia e os princípios que estão subjacentes ao Modelo que, apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.
A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do mesmo.
Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
Etiquetas: avaliação de professores, Esen
30.10.08
Protesto na ESEN
Mais de 140 professores, num universo de 160, da Escola Secudária de Emídio Navarro - Viseu, entregaram hoje, no conselho executivo, um abaixo-assinado onde requerem aos órgãos competentes a suspensão do processo de avaliação de desempenho.
A decisão sustenta-se nas razões abaixo referidas:
Os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro que assinam infra solicitam ao Conselho Geral Provisório, ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação de desempenho, e:
1. Declaram o seu mais veemente protesto e desacordo face ao Modelo de Avaliação de Desempenho introduzido pelo Decreto Regulamentar nº 2 / 2008, tanto mais que tal documento configura uma lógica burocratizante, economicista, punitiva, anti-pedagógica e normalizadora, afastando os docentes das mais do que importantes tarefas pedagógico-didácticas.
2. Rejeitam uma divisão artificial e administrativa da carreira em professores titulares e professores, ao ter-se valorizado um espaço temporal arbitrário e subvertido, em muitos casos, a formação científico-pedagógica e académica.
3. Consideram ilegítimo que a avaliação de desempenho e a progressão na carreira dependa de parâmetros como, por exemplo, o sucesso escolar, o abandono e as classificações dos discentes, sabendo-se que tais itens escapam ao controlo dos professores, bem como lamentam que a graduação profissional possa ser adulterada por variáveis avaliativas mais do que discutíveis.
4. Acham ilegítimo que direitos constitucionais sejam postos em causa, como acontece com a introdução de regras de assiduidade que punem as faltas por doença, maternidade e paternidade, participação em eventos culturais, actos académicos, acções sindicais e associativas, obrigações inadiáveis ou nojo, impedindo uma avaliação justa e equilibrada.
5. Não aceitam um modelo que preconiza uma avaliação entre pares, porque, adveniente de fractura artificial, reproduz a injustiça até ao limite, havendo avaliados e não avaliados, especialistas e não especialistas, sabendo-se que, em curto espaço de tempo, o que entre nós houve foi uma inopinada subversão e “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma” – alguém, de facto, está mais científico, mais competente, mais sabedor, mais pedagógico e menos estatístico?
5. Rejeitam um regime de quotas que obriga a manipular os resultados da avaliação, assim se criando injustiças insanáveis e situações de conflito desagradáveis.
6. Enfim, encontram no “anti-modelo” apressado preconizado por este Ministério um claro exemplo de formulação eivada de limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças, lembrando, em passo final, que nada fazer com este modelo pouco modelar é o trabalho que resta aos professores, que continuarão a trabalhar com os seus alunos dentro e fora das salas de aula, como sempre fizeram, afinal.
Escola Secundária de Emídio Navarro
Viseu, 30 de Outubro de 2008
1. Declaram o seu mais veemente protesto e desacordo face ao Modelo de Avaliação de Desempenho introduzido pelo Decreto Regulamentar nº 2 / 2008, tanto mais que tal documento configura uma lógica burocratizante, economicista, punitiva, anti-pedagógica e normalizadora, afastando os docentes das mais do que importantes tarefas pedagógico-didácticas.
2. Rejeitam uma divisão artificial e administrativa da carreira em professores titulares e professores, ao ter-se valorizado um espaço temporal arbitrário e subvertido, em muitos casos, a formação científico-pedagógica e académica.
3. Consideram ilegítimo que a avaliação de desempenho e a progressão na carreira dependa de parâmetros como, por exemplo, o sucesso escolar, o abandono e as classificações dos discentes, sabendo-se que tais itens escapam ao controlo dos professores, bem como lamentam que a graduação profissional possa ser adulterada por variáveis avaliativas mais do que discutíveis.
4. Acham ilegítimo que direitos constitucionais sejam postos em causa, como acontece com a introdução de regras de assiduidade que punem as faltas por doença, maternidade e paternidade, participação em eventos culturais, actos académicos, acções sindicais e associativas, obrigações inadiáveis ou nojo, impedindo uma avaliação justa e equilibrada.
5. Não aceitam um modelo que preconiza uma avaliação entre pares, porque, adveniente de fractura artificial, reproduz a injustiça até ao limite, havendo avaliados e não avaliados, especialistas e não especialistas, sabendo-se que, em curto espaço de tempo, o que entre nós houve foi uma inopinada subversão e “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma” – alguém, de facto, está mais científico, mais competente, mais sabedor, mais pedagógico e menos estatístico?
5. Rejeitam um regime de quotas que obriga a manipular os resultados da avaliação, assim se criando injustiças insanáveis e situações de conflito desagradáveis.
6. Enfim, encontram no “anti-modelo” apressado preconizado por este Ministério um claro exemplo de formulação eivada de limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças, lembrando, em passo final, que nada fazer com este modelo pouco modelar é o trabalho que resta aos professores, que continuarão a trabalhar com os seus alunos dentro e fora das salas de aula, como sempre fizeram, afinal.
Escola Secundária de Emídio Navarro
Viseu, 30 de Outubro de 2008
Etiquetas: avaliação de professores, educação, Esen
28.10.08
Avaliação de professores - a oposição aumenta...
Já aqui se referira que a área disciplinar de Matemática , da Escola Secundária Emídio Navarro-Viseu,-ESEN-decidira, por unanimidade, não aprovar os instrumentos de avaliação, nomeadamente as fichas de avaliação de objectivos individuais.
Foram vários os argumentos invocados para o efeito. Destaco alguns, por me parecerem os mais pertinentes:
"Relativamente ao ponto 3., ( Análise da Ficha de Objectivos individuais) todos os professores desta área disciplinar, abaixo assinados, entenderam e decidiram, por unanimidade, recusar peremptoriamente fazer qualquer análise do(s) documento(s) em questão.
Os professores declararam o seu mais veemente protesto e desacordo perante o novo Modelo de Avaliação de Desempenho introduzido pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008. (...)
Os professores declararam o seu mais veemente protesto e desacordo perante o novo Modelo de Avaliação de Desempenho introduzido pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008. (...)
Os professores abaixo assinados de modo algum rejeitam ser avaliados; antes pelo contrário. Mas exigem, sim, uma avaliação construtiva, não burocrática, que não perca de vista o objectivo principal da Escola – o aluno, o seu direito a aprender e a tornar-se num cidadão melhor. Exigem que o processo de avaliação, em todos os momentos, seja exigente e honesto.
Mas isso nada tem a ver com este modelo, agora proposto, que além de envolver uma burocracia levada ao limite, está completamente desajustado aos fins a que se destina:
- A existência de duas “categorias” de professores criadas, em nosso entender, sem qualquer critério de rigor científico e pedagógico, assim como a existência de quotas, criaram mal estar geral e um precedente de injustiças impossível de ultrapassar.
- A avaliação entre pares, tal como este modelo a determina, não é sustentada por um reconhecimento válido e validado de autoridade e, em vários casos, até de competência dos avaliadores indigitados.
- Há critérios de avaliação de desempenho dos professores, nomeadamente no que respeita ao abandono escolar e aos planos de recuperação/acompanhamento cujo cumprimento/resposta não depende do professor nem, na maior parte dos casos, da Escola – é um problema da Sociedade que se arrasta para a Escola e cuja solução está fora do seu alcance.
- A avaliação e progressão na carreira dos docentes depende da avaliação atribuída aos seus alunos e ao sucesso destes.
- Há direitos protegidos e consagrados constitucional e universalmente, como sejam a maternidade/paternidade, a doença, o nojo, a participação em eventos de reconhecido interesse social e científico/cultural, que são objecto de penalização na avaliação do professor e, consequentemente, na sua progressão ( basta sublinhar a obtenção de pontos em função das classificações de Muito Bom (2 pontos) e Excelente (3 pontos)).
- O número excessivo de exigências que são atribuídos aos professores, assim como a falta de condições/espaços mínimos de trabalho na Escola.
Expostas que estão as principais razões para a tomada de posição acima referida, vêm os signatários propor a suspensão deste processo de avaliação do desempenho e solicitar ao Conselho Pedagógico a suspensão das iniciativas relacionadas com ele.
Os professores da área Disciplinar de Matemática presentes na reunião
Etiquetas: avaliação de professores, educação, Esen
14.3.08
Cordão Humano na ESEN
(A foto foi-me cedida pelo colega do aijesus. Clicar para uma melhor visualização.)Conforme o previsto, os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro,Viseu, formaram, hoje, por volta das 10 horas, um cordão humano em frente à Escola. Para repudiarem a política seguida pela sinistra ministra. A grande maioria esteve presente. E demonstraram o que devem ser os professores
- solidários
- conscientes
- actuantes
- determinados
11.3.08
O Correio da Manhã na ESEN
O Correio da Manhã traz hoje uma reportagem sobre o ambiente que se vive nas Escolas, na sequência da manifestação de sábado passado. Entre as visitadas, encontra-se a Escola Secundária de Emídio Navarro,Viseu, meu local de trabalho.
A foto, de primeira página, mostra alguns colegas a dirigirem-se para a sala de aulas.

