A polémica do post Israel e o Hamas
Depois deste post, foi deixado um comentário assinado por "Toino do Campo", insurgindo-se contra o teor do mesmo. Dois outros leitores anónimos do blogue acharam por bem responder-lhe. Também por falta de tempo, mas porque me parecem pertinentes os textos, deixo-os aqui, pois sei que muitos visitantes do blogue não lêem os comentários deixados.
Texto 1: "Toino do Campo"
"Já vou dormir mais descansado. Andava inquieto por não encontrar justificação para as ambulâncias estridentes (cheguei a pensar que pudessem ser montagens de vídeo de terroristas), para as crianças feridas (cheguei a pensar que pudesse ser mercúrio vertido por terroristas, para fingir), para as multidões em fúria (cheguei a pensar que fossem pessoas enganadas por terroristas como os professores o são pelos sindicatos).Finalmente encontrei a justificação para tudo aquilo que eu pensei que fossem barbaridades, mas afinal são actos justificáveis. E a justificação está nuns filhos de puta de uns terroristas. Vou dormir mais descansado. Obrigado, VA!"
Texto 2: Anónimo
Ao ilustre comentador que me antecedeu:
"Há árabes a viver em Israel e são cidadãos israelitas com todos os direitos dos israelitas judeus.Em Israel existe um partido árabe com representação parlamentar. Israel não vive à pála de subsídios. O Primeiro-Ministro israelita mete-se em negócios duvidosos e é destituído.O muro entre o Egipto e Gaza não foi nem é notícia de jornal. A queda de um morteiro em Israel não é notícia nos jornais cá do burgo. A queda de milhares de morteiros também não. Em Israel os livros escolares são apenas isso: livros escolares. A tropa israelita está uniformizada e é reconhecível no meio de civis. Os israelitas não se matam uns aos outros. Os quartéis não estão dissimulados no meio de escolas primárias e hospitais. Antes de atirarem uma bomba os israelitas esforçam-se por acertar em alvos estritamente militares.Os presos palestinianos em Israel são libertados ou trocados vivos. As mulheres israelitas casam com quem querem, quando querem. As mulheres israelitas divorciam-se. As mulheres israelitas vestem-se como querem. Em Israel há – pasme-se (!!!!!) – homossexuais! Não há judeus a viver na Palestina nem na generalidade dos países árabes. Os subsídios aos palestinianos são maiores que os subsídios todos já atribuídos à África negra. O Arafat abotoou-se a vida toda com o dinheiro dos subsídios (lembram-se do folhetim que se seguiu à morte dele sobre as contas bancárias?).O único muro mais falado do que o muro de Israel foi o de Berlim...Um palestiniano a atirar uma pedra faz parar as rotativas...Os livros escolares palestinianos – subsidiados pela UE e EUA – estão cheios de incitamentos ao ódio e à xenofobia.Os militares do Hamas dissimulam-se cobardemente no meio de civis como se fossem civis.Os militantes do Hamas matam os militantes da OLP.Os israelitas apanhados pelos palestinianos são torturados impiedosamente até à morte (o que é isso da Convenção de Genebra?). As meninas árabes são casadas aos 4 (???!!!!!????) anos...As mulheres árabes são apedrejadas por adultério até à morte.Há mulheres árabes a quem a polícia prende o véu com pioneses à cara. No Irão – a fazer fé no seu extraordinário Presidente – não há homossexuais. As mesmas pessoas que cá no burgo (Miguel Portas p.e.) pensam que é legítimo atirar morteiros a quem nos ocupa a propriedade, são as mesmas pessoas que não acham razoável sequer, a GNR identificar os vândalos do Verde Eufémia, quanto mais o dono da propriedade do milho transgénico ferrar-lhes com uns zagalotes no pêlo, quando viu a sua propriedade ocupada, como devia ter feito...De facto só não percebe quem não quer perceber.
Com as minhas desculpas ao dono do blog pelo longo post que escrevi."
Texto 3:Anónimo
"Um pouco de História para relembrar as origens do problema israelo-árabe e contrariar a intoxicação da comunicação social. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas. Não foi constituído a partir de terras palestinianas, mas sim a partir do que havia sido o Império Otomano, governado durante 400 anos pelos turcos, que o perderam ao serem derrotados na I Grande Guerra Mundial (IGGM). Não havia um território da «Palestina», à data, pela simples razão de não existir quem reclamasse ser palestiniano. Os árabes que viviam na região da Palestina consideravam-se sírios. Foi só depois da I GGM que os actuais Estados da: Jordânia, Síria, Líbano e Iraque foram criados, e criados também artificialmente pelos vencedores, franceses e ingleses, a partir do Império Turco. A Jordânia foi constituída em 80% do território do que era o Mandato da Palestina (MP), e que originalmente havia sido designado pela Liga das Nações como fazendo parte do lar judaico. Em 1947 o Plano de Partilha das Nações Unidas determinou a criação de dois Estados nos 20% que restavam do território abrangido pelo MP: o Estado de Israel para os judeus e um segundo Estado para os árabes. Estes nunca aceitaram o Estado Judaico. Entre 1945 e 1947, 800.000 judeus foram obrigados a abandonar os seus lares em territórios que se tinham tornado Estados árabes, e onde viviam há centenas ou milhares de anos, numa fuga que não teve grande diferença da nossa descolonização. Israel recebeu todos estes judeus que para lá quiseram imigrar. E porque não foram instalados os 700.000 árabes fugidos à primeira guerra israelo-árabe nas (boas) casas e (boas) propriedades deixadas por estes judeus? Mais: porque razão se recusaram e recusam terminantemente os Estados árabes (com excepção da Jordânia, para alguns casos) a acolher estes árabes?
Ass: Um dos milhares de contribuintes que anda a pagar o forróbódó do pseudo-engenheiro com nome de filósofo."
Etiquetas: Israel;Hamas;Palestina;Terrorismo;
