18.3.08

Às vezes...






o mundo ganha outra cor, outra dimensão quando nos "lembramos" que não somos só nós, as "nossas coisas", os nossos ideais, o que nos cega.

e se não sorrimos mais vezes é porque nos esquecemos que os outros estiveram sempre lá. quer se queira ou não.

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1.3.08

Nós e os outros I


toque de saída.

um dos alunos deixa-se ficar para trás. objectivo: atar os atacadores dos ténis. para o conseguir coloca, um após outro, os dois pés, literalmente de chapa em cima da cadeira onde tinha estado sentado. observei-o na expectativa de ver o que faria - quando nos antecipamos, têm sempre uma resposta pronta! rssss - esperei, pois.

após o "arranjo" vejo-o colocar a mochila às costas e dirigir-se para a porta...

- desculpa-me, mas não me parece correcto o que acabaste de fazer.

(percebeu logo!)

- a funcionária limpa pois é para isso que lhe pagam.

- resposta errada. lá em casa fazes o mesmo uma vez que tens uma mãe para limpar...

- não queira comparar... além de ter de ouvir a minha mãe, tenho de respeitar o trabalho dela que trabalha fora.

senti que os meus cabelos se levantavam de fúria mas contive-me.

- pois esta funcionária trabalha fora e será mãe também de alguém. quanto ao ralhar, calhei-te eu na rifa... mas diz-me, quanto achas que vale o respeito que eu tenho por ti?

- eu acho que o respeito por alguém não tem preço.

- mas não foi isso que tu disseste há pouco. em que é que ficamos?

de olhos esbugalhados, percebeu a "calinada".

voltei à carga.

- o meu respeito por ti é de graça, imagina e vais ser tu quem vai valorizá-lo... imagina como.

sorriu-se. tirou um lenço de papel, limpou a cadeira e, sem uma palavra, deitou-o no lixo.

sorri-lhe. baixou os olhos e lançou-me um "obrigado, setora! um bfs para si..."

lamechas como sou, eterneceu-me aquele obrigado. mais do que tudo.

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