6.1.09

Israel e o Hamas

No mundo politicamente correcto em que vivemos, é de bom tom criticar Israel. Basta ler e ouvir a comunicação social para retirarmos essa conclusão. Tudo o que Israel faça contra os "desgraçadinhos" dos palestinianos inunda os media e, com imagens seleccionados e chocantes, emocionar os empedernidos corações ocidentais. Em caso de conflito, muito raramente é referido que Israel luta e ataca grupos de terroristas que têm como principal objectivo a destruição desse mesmo país. Ambulâncias estridentes, crianças feridas, multidões em fúria são o leit-motiv para as consciências ficarem mais tranquilas.
Pacheco Pereira em artigo recente, publicado no jornal Público, analisa com lucidez este problema ao afirmar:
"A “liderança palestiniana em Gaza”, que os signatários recusam nomear, é o Hamas que se separou do governo e do presidente palestiniano Abbas, para ilegalmente tornar o território numa ditadura civil e militar fundamentalista, patrocinada pelo Irão, que usa a população civil como escudo para as suas actividades de agressão a Israel, mas também para atacar todos os sectores palestinianos mais moderados. O seu objectivo é explicito: impedir qualquer acordo de paz com Israel e, em consequência, militarizou todo o território, usando todas as oportunidades de abertura de fronteira para se rearmar e receber apoios externos, sacrificando o bem estar de milhares de palestinianos civis aos seus objectivos de guerra. No interior do território controla todas as ajudas humanitárias para, em primeiro lugar, privilegiar os quadros do Hamas e as suas famílias e, depois, para o enquadramento e doutrinação fundamentalista."
Para ilustrar ainda melhor o carácter sanguinário destes fundamentalistas, deixo um video onde guerrilheiros do Hamas assassinam, com uma frieza e desprezo inqualificáveis, os lideres da Fatha (OLP) em Gaza, após tomarem o poder pela força em Junho de 2007. Ainda se lembram da OLP e do seu líder, Yasser Arafat???


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4 Comments:

Anonymous candida said...

que horror! mas não há ninguém inocente.

6/1/09  
Anonymous toino do campo said...

já vou dormir mais descansado. Andava inquieto por não encontrar justificação para as ambulâncias estridentes (cheguei a pensar que pudessem ser montagens de vídeo de terroristas), para as crianças feridas (cheguei a pensar que pudesse ser mercúrio vertido por terroristas, para fingir), para as multidões em fúria (cheguei a pensar que fossem pessoas enganadas por terroristas como os professores o são pelos sindicatos).

Finalmente encontrei a justificação para tudo aquilo que eu pensei que fossem barbaridades, mas afinal são actos justificáveis. E a justificação está nuns filhos de puta de uns terroristas. Vou dormir mais descansado. Obrigado, VA!

6/1/09  
Anonymous Anónimo said...

Ao ilustre comentador que me antecedeu:

Há árabes a viver em Israel e são cidadãos israelitas com todos os direitos dos israelitas judeus.
Em Israel existe um partido árabe com representação parlamentar.
Israel não vive à pála de subsídios.
O Primeiro-Ministro israelita mete-se em negócios duvidosos e é destituído.
O muro entre o Egipto e Gaza não foi nem é notícia de jornal.
A queda de um morteiro em Israel não é notícia nos jornais cá do burgo.
A queda de milhares de morteiros também não.
Em Israel os livros escolares são apenas isso: livros escolares.
A tropa israelita está uniformizada e é reconhecível no meio de civis.
Os israelitas não se matam uns aos outros.
Os quartéis não estão dissimulados no meio de escolas primárias e hospitais.
Antes de atirarem uma bomba os israelitas esforçam-se por acertar em alvos estritamente militares.
Os presos palestinianos em Israel são libertados ou trocados vivos.
As mulheres israelitas casam com quem querem, quando querem.
As mulheres israelitas divorciam-se.
As mulheres israelitas vestem-se como querem.
Em Israel há – pasme-se (!!!!!) – homossexuais!

Não há judeus a viver na Palestina nem na generalidade dos países árabes.
Os subsídios aos palestinianos são maiores que os subsídios todos já atribuídos à África negra.
O Arafat abotoou-se a vida toda com o dinheiro dos subsídios (lembram-se do folhetim que se seguiu à morte dele sobre as contas bancárias?).
O único muro mais falado do que o muro de Israel foi o de Berlim...
Um palestiniano a atirar uma pedra faz parar as rotativas...
Os livros escolares palestinianos – subsidiados pela UE e EUA – estão cheios de incitamentos ao ódio e à xenofobia.
Os militares do Hamas dissimulam-se cobardemente no meio de civis como se fossem civis.
Os militantes do Hamas matam os militantes da OLP.
Os israelitas apanhados pelos palestinianos são torturados impiedosamente até à morte (o que é isso da Convenção de Genebra?).
As meninas árabes são casadas aos 4 (???!!!!!????) anos...
As mulheres árabes são apedrejadas por adultério até à morte.
Há mulheres árabes a quem a polícia prende o véu com pioneses à cara.
No Irão – a fazer fé no seu extraordinário Presidente – não há homossexuais.

As mesmas pessoas que cá no burgo (Miguel Portas p.e.) pensam que é legítimo atirar morteiros a quem nos ocupa a propriedade, são as mesmas pessoas que não acham razoável sequer, a GNR identificar os vândalos do Verde Eufémia, quanto mais o dono da propriedade do milho transgénico ferrar-lhes com uns zagalotes no pêlo, quando viu a sua propriedade ocupada, como devia ter feito...

De facto só não percebe quem não quer perceber.

Com as minhas desculpas ao dono do blog pelo longo post que escrevi.

7/1/09  
Anonymous Anónimo said...

Um pouco de História para relembrar as origens do problema israelo-árabe e contrariar a intoxicação da comunicação social.

O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas. Não foi constituído a partir de terras palestinianas, mas sim a partir do que havia sido o Império Otomano, governado durante 400 anos pelos turcos, que o perderam ao serem derrotados na I Grande Guerra Mundial (IGGM). Não havia um território da «Palestina», à data, pela simples razão de não existir quem reclamasse ser palestiniano. Os árabes que viviam na região da Palestina consideravam-se sírios.
Foi só depois da I GGM que os actuais Estados da: Jordânia, Síria, Líbano e Iraque foram criados, e criados também artificialmente pelos vencedores, franceses e ingleses, a partir do Império Turco.
A Jordânia foi constituída em 80% do território do que era o Mandato da Palestina (MP), e que originalmente havia sido designado pela Liga das Nações como fazendo parte do lar judaico.
Em 1947 o Plano de Partilha das Nações Unidas determinou a criação de dois Estados nos 20% que restavam do território abrangido pelo MP: o Estado de Israel para os judeus e um segundo Estado para os árabes. Estes nunca aceitaram o Estado Judaico.

Entre 1945 e 1947, 800.000 judeus foram obrigados a abandonar os seus lares em territórios que se tinham tornado Estados árabes, e onde viviam há centenas ou milhares de anos, numa fuga que não teve grande diferença da nossa descolonização.
Israel recebeu todos estes judeus que para lá quiseram imigrar. E porque não foram instalados os 700.000 árabes fugidos à primeira guerra israelo-árabe nas (boas) casas e (boas) propriedades deixadas por estes judeus? Mais: porque razão se recusaram e recusam terminantemente os Estados árabes (com excepção da Jordânia, para alguns casos) a acolher estes árabes?

Ass: Um dos milhares de contribuintes que anda a pagar o forróbódó do pseudo-engenheiro com nome de filósofo.

7/1/09  

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