4.3.11

China::Superpotência

O crescimento económico chinês medido em termos de PIB é, normalmente, de 10% ou mais ao ano, depois que o Partido Comunista Chinês abandonou a ideologia da miséria socialista, da apropriação colectiva dos meios de produção, do totalitarismo de Estado, enfim, todas as teorias marxistas-leninistas e maoístas que sempre "produziram" fome, miséria e perseguições e torturas.
Foi sob o comando de Deng Xiaoping na década de oitenta do século passado que a China privilegiou o investimento privado, a capacidade de produção, o lucro das empresas...enfim, a economia de mercado, ou seja, aquilo que os defensores da miséria socialista chamam capitalismo neo-liberal.
Depois disso, dezenas de milhões de Chineses saíram da miséria e da fome devido ao aumento da produção.
No entanto, apenas cerca de 30% do PIB Chinês é gasto em consumo dos cidadãos, ao contrário dos USA (um quarto da população, mas o triplo do PIB) que gastam 70%.
Muitos garantem que a China vai ser a potência do séc XXI, mais por ódio aos USA do que por estudos credíveis, embora esse "inimigos" dos USA vivam rodeados dos luxos capitalistas que marcam o "american way of life".
Mas a China tem imensos problemas: demográficos, por causa da política o "filho único" por família imposta por Deng; ambientais, devido à poluição desenfreada resultante da industrialização galopante...que conduz a problemas de saúde graves, que já se notam nas populações.
Mas o maior problema, parecendo paradoxal, é económico.
O Partido Comunista Chinês apostou na industrialização massiça ( ao contrário da Índia, que apostou em I.D.), com salários baixos, muitas vezes com exploração selvagem dos trabalhadores, devido á política de migrações internas (como já referimos aqui a propósito do Hokou), que fez acumular a liquidez nas empressas estatais e no Estado.
Por isso, a China compra dívida pública em todo o Mundo (incluindo Portugal: o Estado é rico; o povo é pobre).
Os USA, pelo contrário, continuam na vanguarda da inovação tecnológica, da investigação, da criação de empresas de tecnologia, na primeira linha da evolução tecnológica do Planeta.
Apple, Windows, Twitter...etc. são cada vez mais símbolos em todo o Mundo de inovação e moda.
A China não tem nada que se pareça: a industrialização à base da exploração selvagem dos trabalhadores não conduziu a nenhuma invenção tecnológica.
Para manter a crueldade no trabalho, só um Estado policial, repressivo, com polícias políticas e militares espalhados pelos bairros e pelas fábricas.
Mas os Governos tiranos, ditatoriais, que negam os mais elementares direitos humanos e sociais têm dificuldade em censurar a informação que as novas tecnologias transmitem.
Há sempre alguma imaginação tecnológica que contorna os tiques autoritários dos censores.
Isso mesmo está a contecer na China.
Há convocatórias anónimas a circular na internet para que o Povo se revolte contra a tirania e a opressão e a exploração selvagem do trabalho.
Veremos o grau de repressão criminosa que o governo comunista chinês vai aplicar.
Veremos se a comunicação social do Ocidente revela a face cruel e desumana do regime comunista chinês.

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