24.2.08

Nós.




Acariciar a sua solidão com dedos de espuma, sussurrar-lhe palavras de mel e de algodão, beber o calor do seu olhar. Mesmo sem ouvir a sua voz, a tranquilidade do seu ser estaria no que adivinho, mesmo que não fizesse um gesto, mesmo que negasse, mesmo que não fosse, eu saberia.

O calor do que ele é chega-me em cada olhar, em cada palavra que não diz, em cada suspiro que não consegue reter. Toco-lhe mesmo sem me mexer.

Não é preciso. Não preciso. Não precisamos.


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