8.6.08

A greve das empresas de transportes

Noticia hoje o jornal Público que as empresas de transportes se preparam para parar a sua actividade na próxima segunda-feira. A causa para este protesto reside na alta dos combustíveis. Veio logo a terreiro o presidente da federação dos sindicatos dos transportes e comunicações denunciar a situação, afirmando que uma greve dos patrões é inconstitucional. Não sou especialista e, portanto, não me pronuncio sobre o argumento apresentado. Mas pergunto como se devem manifestar os donos dessas empresas em caso de discordância com as políticas que os prejudicam. Afinal, quem paga (mal ou bem..não é isso que agora está em causa) a esses trabalhadores? Se o preço dos combustíveis asfixia essas empresas, não terão os seus proprietários direito a manifestar a sua indignação? Na semana passada, a greve dos "pescadores" não tinha muitos armadores na frente da luta? Por que não veio o sindicato de pescadores denunciar essa situação?
Não tenho dúvidas que as sociedades modernas colocam problemas novos nas relações entre os Estados e os cidadãos a que a cartilha marxista aparentemente não dá resposta.
A posição do presidente da federação de sindicatos é desasjustada e revela uma abordagem arcaica. Chama-se a isso preconceito de classe.

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3 Comments:

Blogger Rosarinho said...

Ao menos os nuestros hermanos, protestaram a seria. Contra tudo e todos e ate contra nosotros!!! Exemplo a seguir?? :)

9/6/08  
Anonymous toino do campo said...

a cartilha não dá resposta?! não (te) dá porque a não conheces. Quem quem não lê é como quem não vê...

9/6/08  
Anonymous vitor m said...

Com ou sem cartilha marxista, ou qualquer outra, não vejo porque não podem algumas vezes patrões e assalariados estar do mesmo lado da barricada.
Nos pescadores, como agora com as transportadoras, faz todo o sentido que estrategicamente se unam.
No entanto parece-me que são mais as coisas que os separam: condições de trabalho, salários, etc

11/6/08  

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