11.3.11

China::Superpotência II

A China é considerada por muitos "especialistas"-em especial de economia- como a potência do futuro, do séc XXI.
Já aqui referimos várias vezes as fragilidades da sociedade chinesa...a principal das quais é ser uma Ditadura que oprime os cidadãos.
Significativo o facto de os "media" oficiais chineses censurarem as revoltas Árabes...não vá o vírus espalhar-se e criar novos massacres tipo Tianamen.
Claro, há quem desculpe--para tudo o que seja barbárie, aparecem os desculpabilizadores profissionais-- o regime: é o País mais populoso do Mundo, com milhares de etnias e dialectos.
Esquecem-se que a Índia (que nós também criticamos muitas vezes) não precisa de ser Ditadura para os mais de mil milhões de habitantes.
O desenvolvimento Chinês assenta em salários baixos (ou seja, exploração dos trabalhadores) que permitem exportações a preços baixos para derrotar a concorrência.
Mas, para isso, é necessário que o resto do Mundo (em especial, os USA ) comprem os produtos chineses; se o resto do Mundo estiver em crise económica, os Chineses têm dificuldade em vender.
Obviamente, se o mercado Chinês tivesse poder de compra absorvia os produtos chineses.
Mas, lá está, o Governo comunista não dá poder de compra aos seus trabalhadores...prefere ter muito dinheiro-liquidez-para emprestar e ter influência política.
A balança comercial começa a ter défices.
O principal pilar do crescimento económico chinês está a ruir.
E isso vai ter consequências dramáticas para a estratégia, a planificação do regime.
E, dizemos nós, é o fim do mito da China maior potência Mundial...sem o ter sido.

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2.9.10

O Optimismo de Sócrates

No recomeço do ano político, Sócrates apareceu optimista com uma visão positiva do País.
Há quem entenda que o PM deve, por natureza, ser optimista.
Os "analistas" e "comentadores" afectos a Sócrates afirmam-no e repetem.
Quando se fala no desemprego, desviam a conversa.
Certo, ser optimista pode levantar o ânimo dos Portugueses e contribuir para um esforço mais dedicado à produtividade e à iniciativa empreendedora.
Mas tem o reverso da medalha: criar a ilusão de que não há problemas.
Soube-se agora que as falências de empresas no primeiro semestre aumentou 50% em relação ao ano passado:
O que vale ao PM ser optimista se estas falências provocam desemprego, diminuição de receitas fiscais e aumento da despesa social, além de aumento nas importações (de produtos que deixámos de fabricar) e eventual diminuição de exportações, aumentando a dependência do exterior?
O que gera recuperação da economia não é o optimismo do PM; é, sim, o estabelecer de condições para a sustentabilidade da estrutura económica do País.
E acabar com a corrupção, os negócios escuros, os lobbies instalados.
E quanto a isto, o Governo Sócrates ainda não fez nada, e, pelo contrário, embrenhou-se num puzzle de negociatas mal explicadas.

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27.3.09

A crise

Presidente brasileiro diz que culpa da crise é de “gente branca com olhos azuis”.
Pronto, identificados os culpados pela crise, estamos salvos. É exterminá-los. Com banqueiros indianos e negros, desaparecerão os males sobre a terra.

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18.3.09

A crise dos milhões

"Nesta crise, os milionários perdem milhões, os trabalhadores perdem os empregos."
Ler o resto da crónica de Domingos Amaral no CM.

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6.3.09

Depois do "jamais" o "já agora..."

O ministro Lino ficou célebre com as trapalhadas da localização do "ex-futuro" aeroporto de Lisboa. Como se recordam, afirmou que em Alcochete "jamais" se construiria. Não demorou muito até engolir o sapo e aceitar essa localização como a melhor.

Foi conhecido hoje mais um relatório do Tribunal de Contas sobre as derrapagens nas obras públicas, uma verdadeira tragicomédia no nosso país. O assunto foi tema no fórum da TSF desta manhã. Tive oportunidade de ouvir parte do programa e estive atento às justificações dadas pelo ministro Lino. Segundo ele, a um qualquer projecto inicial acrescenta-se sempre mais alguma coisa.

"Já agora...mais uma valência...Já agora mais uma funcionalidade.."

Já agora, não se importam que eu mande estes senhores à bordamerda!

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12.1.09

Promoção retroactiva...

Segundo noticiam vários órgãos de comunicação social, o distinto doutor e militante do PS, Armando Vara, pediu a rescisão do contrato que o ligava à Caixa Geral de Depósitos (CGD) a 14 de Janeiro de 2008 por ter sido escolhido para a administração de um banco da concorrência. Sensivelmente um mês depois, a administração da CGD decidiu promovê-lo ao nível 18, o mais elevado na empresa.
Lendo uma notícia como esta, qualquer cidadão comum contorce-se na cadeira, belisca-se para saber se está acordado ou a sonhar.
Mas maior é a revolta quando lê as justificações dadas pelos actuais responsáveis da CGD.
"(...)como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna."

"(...)que o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos cumpriu, desta forma, o estabelecido internamente, agindo retroactivamente (...)"
Além de sermos confrontados com situações de injustiça, ainda querem fazer de nós parvos...

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17.12.08

Sócrates e a C.G.D.

Era uma vez um banco privado português. O seu público-alvo eram as grandes fortunas e a especulação financeira. Nada contra, nenhuma objecção mais ou menos ideológica, cada um deve saber onde aplicar melhor os seus trocos. Tudo corria bem ao senhor Rendeiro e seus pares até estalar esta crise mundial na banca e na bolsa. Num ápice, os investimentos esfumaram-se, os investidores devem ter começado a bater à porta do senhor Rendeiro. Este olhou à sua volta e só viu o Estado, no caso a Caixa Geral de Depósitos (C.G.D.). Com pena dos pobres milionários, o ministro das finanças, isto é, o Estado, toma conta do banco, nacionalizando-o, embora de forma encapotada. Foram precisos mais de 800 milhões de euros.
Esta tarde, no debate quinzenal na Assembleia da República, o senhor nº 6 Armani, afirmou, com pompa e circunstância, a injecção de mil milhões de euros na C.G.D. E, demagogicamente, justificou o investimento com a necessidade de ajuda às empresas.
Tá-se mesmo a ver que empresa. Vão para o raio que os parta a todos!

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26.10.08

Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite não é uma figura simpática. Nos dias que correm, ter uma boa imagem conta. Basta ter em atenção que, tanto Santana Lopes como Sócrates saltaram de comentadores televisivos, onde contava mais a imagem do que a mensagem, para o cargo de primeiro-ministro. Daí que a comunicação social seja muitas vezes injusta com o que a actual líder do PSD diz ou não diz. Mas de vez em quando é preciso haver uma voz que avise e chame a atenção para problemas que, na voragem do eleitoralismo fácil, se tentam esquecer.
O problema da selectividade dos investimentos em projectos megalómanos merece reflexão. Como o Estado precisa de se endividar para a realização dessas obras, tem todo o sentido o alerta de Ferreira Leite.
"Não somos contra as obras públicas, desde que não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito. Estamos de tal forma endividados que isso seria afundar o país", referiu, reiterando que o nível de endividamento externo do país é "uma situação gravíssima".
Ler mais aqui.

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25.10.08

Este Sócrates!

Este primeiro-ministro é um espanto.Diz ele sobre a actual crise

"Uma lição para quem achava que o Estado não devia intervir no mercado."

Se tinha essa certeza por que razão não interveio antes de a crise acontecer? Por que não agiu em vez de reagir? A pulsão estatizante veio ao de cima ou será mero oportunismo político? Eu também concordo que o Estado deve ter um papel regulador no mercado. Discordo completamente que seja o motor da economia. Ou essa intervenção do Estado fica-se pela realização de grandes obras públicas que vão beneficiar as grandes empresas de construção civil? É que depois a gente lê esta notícia e fica desconfiado dessa intervenção do Estado...

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15.10.08

O novo oásis

Há uns dias atrás, Ricardo Araújo Pereira afirmou que a máquina de entretenimento do governo era superior à dos Gatos Fedorentos. Acho que tem toda a razão. Olhando os títulos da imprensa no dia subsequente à apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2009, ficamos com a ideia que um período de progresso se aproxima, que a crise já era.
Afirmar que Portugal vai desapertar o cinto para o ano que vem, mesmo sob a pressão das eleições, não deixa de nos provocar em esgar irónico..Ainda todos nos lembramos das afirmações tonitruantes de Sócrates, há cerca de um ano, jurando por todos os santinhos que, pela primeira vez nos últimos anos, os portugueses não iriam perder poder de compra. Os salários teriam um aumento superior à inflação.

Ora nada disso se veio a verificar. Também nada nos leva a crer que no próximo ano seja diferente. Com uma crise económica internacional sem precendentes, como é possível ter certezas sobre a inflação, as taxas de juro, os preços das matérias primas?!

Dou de barato, portanto, o título do jornal diário que ilustra este comentário. Como fico espantado com a maneira como se faz jornalismo em Portugal. Directamente de uma qualquer central do governo para os escaparates das bancas e quiosques.

Mas podemos estar descansados. Afinal, já chegámos aos 210 generais nas Forças Armadas. Temos tropa!

E recordamos também aquela figura ministerial, afirmando que, na Escola, nem todos podiam ser generais. Mas isso são outras histórias...

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18.9.08

O afável Jerónimo

Constança Cunha e Sá, hoje, no jornal Público.

"Mas não se pode ignorar que grande parte da força que o PCP tem, neste momento, ultrapassa um modelo de desenvolvimento que nem sequer existe e se prende com a hipocrisia de um sistema cada vez mais desigual que privilegia os fortes e prejudica os fracos. A sobranceria do Governo e de grande parte da comunicação social em relação às questões sociais revela um arrivismo insuportável e uma total incompreensão da realidade humana e dos problemas dos mais desfavorecidos. Entre o autismo de uns e os êxtases liberais de outros, o triste quotidiano de grande parte dos portugueses fica necessariamente de fora, entregue à afectividade (se é isso que lhe querem chamar) de qualquer Jerónimo de Sousa."

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3.7.08

Medina Carreira

Ontem, na SIC-N, ouvi o Dr. Medina Carreira fazer uma análise da situação económica do país. Há quem o considere um pessimista e alarmista em relação às perspectivas que adianta e aos avisos que lança. Infelizmente, as análises que tem feito ao longo dos tempos quase sempre lhe dão razão.
Aos interessados deixo a ligação.

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2.7.08

O Manel dos Hipermercados

Já tínhamos o político das feiras. Com a anunciada descida do IVA em 1 ponto percentual, passámos a ter o Manuel dos hipermercados. Não deixou de ser trágico-cómico ver, ontem, em todas as televisões, o ministro da economia, Manuel Pinho, percorrer os corredores de hipermercados, fazendo-nos crer que houve repercussão da descida do IVA nos diversos produtos. Como operação de marketing, valeu a pena o esforço. Não se estranha, por isso, que, em operação de contra-propaganda, o sempre zeloso guardião do templo, Francisco Louçã de seu nome, saindo das prateleiras dos dentríficos, de papel na mão, tenha afirmado:
- Há uma marca de pasta de dentes que não baixou o preço!
Com gente desta estamos safos. E se fossem todos a banhos?

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27.6.08

A Frase

"Há políticos para os quais é pouco, muito pouco, o castigo de uma derrota nas eleições"

João Paulo Guerra, in Diário Económico

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26.6.08

Ainda o problema da energia

O post anterior refere a dependência que o mundo tem em relação ao petróleo e aflora a possibilidade de se procurarem energias alternativas. Hoje, o presidente da OPEP reafirmou a convicção de que o preço do crude não baixaria e admitiu, até, que o preço do barril possa atingir os 150 dólares a curto prazo. Os países mais dependentes do petróleo devem pensar seriamente em energias alternativas. E, com o avanço tecnológico e o nível de segurança que lhe está associado, na energia nuclear. Sem o preconceito ideológico e arcaico dos anos setenta...

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20.6.08

Crise Veio Para Ficar

As perspectivas económicas em Portugal teimam em contrariar as previsões do Governo no Orçamento de Estado para 2008.
Depois da revisão em baixa do crescimento do PIB -por todas as instituições -agora a constatação de que a crise vem de há sete meses, conforme se pode ler aqui.
E com a queda abrupta do PIB em Espanha -com reflexo nas nossas empresas e até nos trabalhadores portugueses que iam para Espanha - aproxima-se um futuro bem negro com maior perda de poder de compra e do nível de vida.
E não se vê luz ao fundo do túnel.

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8.6.08

A greve das empresas de transportes

Noticia hoje o jornal Público que as empresas de transportes se preparam para parar a sua actividade na próxima segunda-feira. A causa para este protesto reside na alta dos combustíveis. Veio logo a terreiro o presidente da federação dos sindicatos dos transportes e comunicações denunciar a situação, afirmando que uma greve dos patrões é inconstitucional. Não sou especialista e, portanto, não me pronuncio sobre o argumento apresentado. Mas pergunto como se devem manifestar os donos dessas empresas em caso de discordância com as políticas que os prejudicam. Afinal, quem paga (mal ou bem..não é isso que agora está em causa) a esses trabalhadores? Se o preço dos combustíveis asfixia essas empresas, não terão os seus proprietários direito a manifestar a sua indignação? Na semana passada, a greve dos "pescadores" não tinha muitos armadores na frente da luta? Por que não veio o sindicato de pescadores denunciar essa situação?
Não tenho dúvidas que as sociedades modernas colocam problemas novos nas relações entre os Estados e os cidadãos a que a cartilha marxista aparentemente não dá resposta.
A posição do presidente da federação de sindicatos é desasjustada e revela uma abordagem arcaica. Chama-se a isso preconceito de classe.

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31.5.08

O preço dos combustíveis

Com a subida do preço dos combustíveis, o governo decidiu congelar o preço dos passes sociais em Lisboa e no Porto. Medida justa. Mas, então, e o resto do País? Será que não contamos para nada? Na "província" também há transportes colectivos, gente que utiliza os passes sociais, gente que merece consideração.

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15.5.08

Vai trabalhar, malandro!

Segundo estudos feitos pela Universidade Nova de Lisboa, os portugueses precisam de trabalhar 139 dias só para pagar impostos. Tendo em conta os benefícios que o Estado concede, é caso para dizer
  • Agarra, que é ladrão!

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De mal a pior...