11.6.08

Poema da semana

Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
Vagas borboletas de mil cores!

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira.

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a morte me causara.



Bocage (1765-1805)

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1 Comments:

Blogger Mari said...

Oi vitor, que linda poesia!
Não conhecia.
Adoro flauta, flores, amor, borboleta, plantas, pássaros, enfim, adoro poesia!
Beijos, mari.
Vou ler mais sobre Bocage.

14/6/08  

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