18.11.08

PUTIN (II) Elena Tregubova

É para mim deveras estimulante rever jornais de há meses (ou anos); pode-se sorrir com compaixão das análises "certeiras" dos "experts" de vários assuntos, sendo que o que mais me interessa(para o blog) são de âmbito internacional.
Dito isto, fui buscar ao "Expresso" de 9 de Junho de 2007 um artigo de Elena Tregubova, um nome com certeza desconhecido em Portugal- apesar do texto num jornal de referência-, sobre a liberdade de informação na Rússia de Putin.
Em tempos, dediquei-me a enumerar jornalistas assassinados no tempo de Putin- tarefa que ainda não acabei-, e de que não consigo agora os links.

Mas diz nesse texto a Elena:
"Tenho experiência pessoal do regime de Putin...Fui forçada a pedir asilo político no reino Unido por criticar o Kremlin como jornalista:Compreendi que regressar ao meu país seria um acto suicida...
(Putin)"Ameaçou apontar mísseis russos contra alvos na Europa...É hoje claro que este comportamento é o resultado directo da política de apaziguamento dos líderes europeus que, durante os sete anos de...Putin, fecharam os olhos à forma como este reprimiu a oposição, a imprensa, as ONG e todas as instituições democráticas da Rússia.
O objectivo não é o "ressurgimento da Rússia" ou "do orgulho nacional dos russos" ...como a propaganda do Kremlin tenta apresentá-lo.
É uma vingança dos serviços secretos e do regime autoritário com todos os seus velhos métodos e fraudes."

Para o post não ficar demasiado longo, continuaremos noutro dia.
Mas, para já, uma pergunta se impõe, passado um ano: lembram-se da Geórgia, Ossétia do Sul e Abecásia?

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