2.2.09

Jerónimo de Sousa, Cavaco Silva e o Freeport

Desde que rebentou o caso Freeport, os partidos políticos têm sabido gerir os acontecimentos com alguma reserva e evitando, para já, tirar dividendos políticos. Também o Presidente da República, questionado sobre o caso, afirmou que se trata de um "assunto de Estado." Isto é, se tem alguma observação a fazer a Sócretes, fá-la-á nos encontros privados que com ele mantém ou por outros canais apropriados. Mas também não deixou de, com a expressão utilizada, dar-lhe a importância que o assunto merece. O país não pode nem deve ter a chefiar o governo alguém sobre quem recaiam dúvidas sobre actos praticados que indiciem ilícitos criminais. Não é, portanto, um mero caso de justiça. O caso tem repercussões políticas que não devem ser escamoteadas. É neste contexto que não percebo a preocupação de Jerónimo de Sousa ao pretender que o Chefe de Estado esclareça o sentido da expressão utilizada. O secretário-geral do PCP sabe muito bem que assuntos desta gravidade, que envolvem órgãos de soberania, devem ser tratados com alguma parcimónia. Ou quererá, com isso, Jerónimo de Sousa que seja o Presidente da República a iniciar as hostilidades?

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3 Comments:

Anonymous vitor m said...

Os partidos do poder (P"S", PSD e CDS) tendem a proteger-se. Os casos de desonestidade que os atravessam estão à vista uns, escondidos muitos outros...
Não é, por conseguinte, muito de espantar a atitude do Presidente.

2/2/09  
Anonymous Anónimo said...

De facto o Jerónimo ou é tontito, ou então o que é para ele um assunto de Estado? O resultado do jogo da bisca na taberna da esquina?...

2/2/09  
Anonymous Anónimo said...

este v.m. é um ingénuo...ou anda a apanhar gambozinos! Então como é que o pcp e o be pagam as campanhas eleitorais? E os cartazes caríssimos que espalham pelo país, em constante mudança? E as reuniões, congressos, sedes, etc.? Já ouviu falar em FARC e tráfico de droga...?

4/2/09  

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