21.9.18

LUCÍLIA GAGO E SÓCRATES

Antes de analisar mais profundamente a substituição de Joana Marques Vidal por Lucília Gago, já temos um facto gravíssimo de promiscuidade entre a nova/futura PGR e José Sócrates e amigos...
 
(agradecemos a gentileza e possibilidade que o blog ITUGA nos dá de linkar o post...)
Inadmissível como o PR caiu (ou colaborou...) neste eventual branqueamento da mais alta corrupção!
António Costa, pelos vistos, já tremia com as consequências das negociatas da Torre das Picoas...
Vamos estar atentos.

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14.10.17

DILMA ROUSSEFF

Como já se esperava, notícias sobre a enorme corrupção das Presidências Lula e Dilma são escondidas e censuradas em Portugal.
O lobby da corrupção nas redações dos media controla a "honestidade" da escumalha de esquerda.
verificou-se o mesmo com José Sócrates. Durante meses, só o grupo "Cofina" dava conta das negociatas criminosas do "Eng."; Público e JN/DN, três dos pasquins de referência (LOOOL), não diziam quase nada: Público porque só defende a podridão (Corrupção; ateísmo; esquerdalhada; LGBT; selvajaria islâmica; pedofilia; zoofilia;) DN/JN porque o Presidente do Conselho de Administração, Daniel Proença de Carvalho, foi/é advogado da área cível de Sócrates, e porque o Oliveira da Olivedesportos teve tratamento de favor da CGD de Vara, Santos Ferreira/Guterres. Assim se explica que Sócrates tenha sido o analista das eleições autárquicas de dia 01/10/2017 na TV "Porto Canal", ligada ao FCP (por seu turno, dependente da Olivedesportos, cuja chantagem sobre árbitros deu muitos campeonatos ao FCP.
Sobre Lula, praticamente só falam nas sondagens que o dão em primeiro lugar para as próximas presidenciais....mas com menos de 30% dos votos. Ou seja, os fanáticos intoxicados pela cassette marxista do PT;PCB, PC do B; etc...
Lula tem cerca de dez processos crime, com muitas provas, incluindo o testemunho dos corruptores (Odebrecht, etc) e dos amigos (Palocci, etc).
Os processos de Dilma andavam mais atrasados, mas não significava que não fosse corrupta e vigarista.
Não é processo crime: mas é um sinal. Porque os Juízes do Supremo Tribunal Federal são nomeados pelos Presidentes. Ou seja, os atuais juízes do STF foram lá colocados por Lula e Dilma.
É também um ato de coragem perante as constantes ameaças/chantagens de Lula e Dilma contra a investigação "Lava Jato", que inclui...como sempre....as arruaças, destruição de bens, invasões...levadas a efeito pelos tresloucados revolucionários de esquerda.
Tal como nos EUA os "Antifa" pagos por George Soros para "defender" os Clinton e "derrubar" Trump......destruindo, destruindo..

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7.10.17

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2017 (II)

Afinal, o PCP (CDU) também perdeu as eleições!
E de que maneira: Almada, praça forte há dezenas de anos, Barreiro, símbolo da barbárie leninista em 1974/75, Beja, etc..
Almada é um "case study": a candidata do PS ( a Presidente Inês de Medeiros) é um flop de plástico, egocêntrica, vaidosa, elitista, sem ideias ou pretensões de interesse público..e com tendência para a vigarice!
Sim, a menina mimada que queria que os impostos do povo lhe pagassem as inúmeras viagens Paris-Lisboa-Paris quando foi deputada pelo PS.
Por uma vez, concordo com Jerónimo de Sousa: são as populações que vão perder!
Mas o PCP tinha um candidato com más provas dadas; ou seja, havia uma grande perplexidade para os eleitores de Almada..
Como explicar as derrotas e descida de votação no PCP (baixaram pela primeira vez dos 500 mil votos) no total dos votos?
GERINGONÇA!
O PCP tem uma obsessão em controlar os seus eleitores. Para isso, utiliza via CGTP, a constante revolta, indignação, exigências absurdas, greves, contestação furiosa, enfim, toda uma agitação social para "defender" os trabalhadores, pobres, reformados....
Ora, com a geringonça, o PCP amoleceu, amenizou o discurso, esqueceu as greves, meteu a contestação na gaveta, continuou a berrar contra o PSD/CDS, encostou-se ao PS, cheio de remorsos por ter ajudado a cair o governo da corrupção, da bancarrota, da destruição de boas empresas (como não se via desde 1975!) de Sócrates.
Perdeu o controlo dos eleitores nos grandes centros urbanos, anestesiados com o bom entendimento da geringonça.
E o futuro?
DILEMA!
Ou tenta recuperar os eleitores transviados, enveredando por movimentos anti-governo e põe em causa a geringonça; ou continua o apoio á geringonça, mas com jogo duplo: contestação e apoio.
No primeiro caso, pode haver eleições antecipadas  e o risco de nova derrota, visto que os eleitores podem não entender o "salto mortal"...
Na França, Miterrand acabou com o PCF quando o chamou para o seu governo: pois, tirou - lhes a contestação; e na França o PCF sempre foi maior que os pequenos grupelhos socialistas que elegeram Miterrand.
Será que António Costa vai acabar com o PCP, sendo certo que o objetivo da geringonça era acabar com a tenebrosa direita.....que recuperou o país da bancarrota e da alta corrupção socialista?
Ironias da política...
E para quando a investigação séria e profunda da corrupção que enterra A. Costa até à raiz dos cabelos na Câmara de Lisboa?

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5.7.12

FREEPORT: DOIS MILHÕES DE LIBRAS

28.5.12

Que Mais é Preciso para estes Senhores Irem Presos?

 Segundo a TVI, uma nova auditoria do Tribunal de Contas ao sector rodoviário revelou que o governo de José Sócrates escondeu do tribunal em 2010 cinco contratos de PPP rodoviárias no valor de 10 mil milhões de euros.
Para percebermos a gravidade do assunto temos de recuar a 2009. O TC recusou então o visto prévio a seis concessões que lhe foram apresentadas pelo governo de José Sócrates em nome do combate à crise económica, alegando que os mesmos violavam a lei. Além da falta de comparador público, o TC alegava que as propostas da segunda fase – para a qual se classificam dois concorrentes que negoceiam directamente com o Estado – eram mais caras do que as da primeira fase.
O secretário de Estado Paulo Campos, então com a tutela da EP, insistiu na apresentação de novos contratos e as concessionárias baixaram as suas propostas.
Descobriu-se agora que a EP (com o conhecimento de Paulo Campos?) fez acordos paralelos com as concessionárias privadas em que garantia o pagamento da diferença face às propostas que tinham sido anteriormente chumbadas pelo TC.
Estes factos são incomparavelmente mais graves do que a declaração de voto do juiz conselheiro Ernesto Cunha a atacar (de forma incongruente, refira-se) a auditoria do TC. A manobra dos socialistas com a revelação da opinião de Cunha tenta criar um facto político para esconder o óbvio: o governo de Sócrates enganou um tribunal para conseguir assinar contratos de 10 mil milhões para concessões rodoviárias, muitas delas desnecessárias.
O PSD fez bem em pedir de imediato um esclarecimento à Procuradoria-Geral da República sobre esta matéria. É certo que Pinto Monteiro tem um problema com os sociais-democratas que vêm desde o tempo dos processos Freeport e Face Oculta, mas espera-se que esteja à altura das suas responsabilidades até ao final do seu mandato e ordene uma investigação cabal a esta situação. A melhoria da imagem do Ministério Público também passa pela investigação necessária aos contratos leoninos (e até agora secretos) das PPP.

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14.4.12

Mas o Que é Preciso para o "Homem" Ser Preso?


Uma reunião na hora certa com o "homem" certo:

1-antes...não aprovação...

2-reunião...

3-aprovação do decreto-lei que permitiu o licenciamento.

Estas as fases do Freeport!

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12.3.12

Gestão Criminosa Socialista

Apesar do Sr. PGR...apesar da Srª DCIAP.....apesar do Dr. Noronha......

Parece que a corrupção e gestão criminosa não são eternas...nem intocáveis...nem impunes!

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9.3.12

Corrupção na Parque Escolar

Corrupção na Parque Escolar.
Derrapagem (que nome tão soft....) de 400%.
ver aqui.

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6.3.12

Corrupção e Gestão Ruinosa Socialista

Portugal desperdiçou mais de seis mil milhões de euros em fundos comunitários entre 2007 e 2011. São verbas que poderiam ter ajudado a aumentar a competitividade das empresas, a dar mais formação e a equipar as zonas mais deprimidas do País num período de grandes dificuldades económicas.

Mais uma maravilha da gestão ruinosa e criminosa da era Sókas-xuxa-maçónica...

Que, obviamente, não mereceu destaque mediático nesses anos.Era tudo rosas na governação.

A gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que está agora no centro de uma polémica envolvendo os ministros da Economia e das Finanças, mostra que até Dezembro de 2011 Portugal tinha usado 8,3 mil milhões de euros dos 14,4 mil milhões de fundos comunitários programados, ou seja, 57,7 por cento. As verbas ainda poderão ser usadas – o programa foi prolongado por mais dois anos, o que permitiu aumentar a comparticipação para 85 por cento – mas entretanto a inflação vai provocar uma desvalorização da ordem dos 400 milhões de euros, calcula o economista da CGTP Eugénio Rosa. Os fundos supõem uma comparticipação nacional, pública ou privada, e a dificuldade de acesso ao crédito, sobretudo no último ano, é uma das razões para a não utilização das verbas. Por outro lado, a crise levou as empresas a paralisarem investimentos,

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28.2.12

Paul Krugman

Paul Krugman, economista prémio Nobel de Economia, veio a Portugal apresentado por políticos e "media" como sendo o Nobel anti-austeridade.
Mas o que ele disse contradiz frontalmente esta ideia fabricada para incutir nos portugueses que não é preciso austeridade.
Embora não tanto que fiquem aos níveis da China...o que significa que as lutas do PCP/CGTP são verdadeiras fraudes, mentiras..se apregoam ser contra a austeridade, mas têm como amigos comunistas os chineses que pagam salários muito mais baixos do que em Portugal.
Mas a grande lição de Krugman destina-se aos PSs e BEs que, em conjunto, têm criticado esta austeridade.
É que Krugman é um ídolo para essa cambada.
Veio tirar o tapete a quem chama o seu nome para criticar a austeridade....
Que, como sabemos, é culpa da "máfia socialista com experiência na maçonaria"

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20.2.12

Juízes contra a Corrupção do Governo Sócrates

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) tenciona apresentar uma queixa-crime no Ministério Público contra as Finanças. Motivo: o ministério de Vítor Gaspar não disponibilizou, no prazo previsto, os documentos relativos às suas despesas (no mandato do anterior governo) violando uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA).

Contactado pelo i, o ministério das Finanças esclarece que “os documentos solicitados são inexistentes”.Em finais de Janeiro um acórdão do STA deu razão, em definitivo, à Associação de Juízes que, em Outubro de 2010, avançou com um pedido de informações sobre as despesas dos ministérios do governo de José Sócrates. Em causa estava a utilização de cartões de crédito, despesas com telefones fixos e móveis, pagamento de despesas de representação e de subsídios de residência por parte de membros do anterior governo.

Mas foi já no tempo do actual governo que os ministérios tiveram de fornecer estes dados e num prazo de dez dias úteis. Das Finanças, a Associação dos Juízes não recebeu nem os documentos pedidos, nem justificação para falhar o prazo.

“Vamos apresentar queixa-crime porque há um claro desrespeito do Ministério das Finanças pelo acórdão do STA uma vez que o prazo já foi excedido”, afirma ao i o presidente da ASJP, António Martins, salvaguardando que esta decisão ainda será validada pela direcção da Associação.

Segundo António Martins, apenas o Ministério da Justiça entregou “toda a informação completa e transparente”. “Os outros ministérios parece que estão a esconder não sei o quê”, afirma. Com excepção do ministério de Paula Teixeira da Cruz, os restantes ministérios deram pouca informação ou “procuraram artificiosamente não dar respostas”, acusa o presidente da Associação de Juízes. Sobre os documentos fornecidos, António Martins diz que ainda vão ser analisados e será “equacionado” o que fazer com a informação. Mas não descarta que essa informação possa ser entregue aos tribunais. “Poderemos dá-la a conhecer a outras entidades no âmbito do Estado, mas para já vamos analisá-la”, diz. Os documentos pedidos pela ASJP reportam-se ao executivo de José Sócrates e a associação não tenciona pedir dados das despesas do governo de Passos Coelho. “Não temos esse propósito”, assegura António Martins.

Foi na sequência dos cortes nos salários da função pública e, em particular nos dos juízes, previstos no Orçamento do Estado para 2011 que o sector decidiu avançar com este pedido. Os juízes entendiam que estavam a ser alvo de um “tratamento discriminatório”, nas palavras de António Martins, uma vez que eram atingidos de forma mais gravosa por estas medidas do governo de Sócrates. Um dos exemplos dados era o facto de o subsídio de renda dos magistrados passar a ser tributado a 20% e o dos ministros fixar-se nos 10%. Foi por isso, para provar a disparidade na aplicação dos cortes e para se munir de provas para o processo negocial com o então governo, que a Associação dos Juízes quis obter documentos sobre as despesas dos ministérios, invocando a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos.

Cartões de crédito não

Este sábado, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu que nenhum membro do actual governo tem direito a cartão de crédito pago pelo orçamento dos ministérios. E que os cartões atribuídos em anteriores governo não podiam ser considerados um complemento de ordenado. Após a tomada de posse, o governo de Passos Coelho decidiu terminar com esta prática. “Assim, fica tudo mais claro. Quando os governantes fazem uma despesa em nome do ministério pagam do seu bolso e a despesa é depois ressarcida”, disse Relvas, referindo que não consegue avaliar a poupança conseguida com esta medida.

Notícia do jornal "i".

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10.1.12

Bancarrota - Corrupção : PS-Sócrates (2011)


Palavras para quê?

É a bancarrota e corrupção do Governo Sócrates em todo o seu esplendor.

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7.1.12

Sócrates: Corrupção Vai Ficar à Vista

Sempre consideramos muito estranho que este Governo, e em especial o Ministro das Finanças, não revelassem aos portugueses os valores, os números da bancarrota herdada da "Máfia Socialista Com Experiência na Maçonaria".

Em contraponto, por exemplo, com as várias conferências de imprensa que Vitor Gaspar deu por causa dos míseros 6 mil milhões de €uros de dívida da Madeira.

Mas, de vez em quando, podemos confiar na Justiça!

Apesar das cúpulas (PGR; STJ, DCIAP...) estarem comprometidas com a Máfia maçónica, há Magistrados dignos dos cargos que ocupam, que investigam sem medo dos poderosos e das suas chantagens, caso dos Procuradores e Juízes do "Face Oculta", e dos Procuradores do "Freeport"...


Um marco importante na credibilidade da Justiça e na luta contra a bancarrota, a corrupção e os interesses obscuros na protecção da "Máfia Socialista com Experiência na Maçonaria".

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6.1.12

Krugman e a Bancarrota

Paul Krugman, Prémio Nobel de Economia, e ícone da esquerda "moderada" escreveu no seu blog pessoal artigo arrasador para o Governo Sócrates e a sua "Màfia Socialista com Experiência na Maçonaria"

Veja-se só, de acordo com o jornal "i":


As projecções sugerem que alguns países europeus estavam numa trajectória orçamental insustentável muito antes da crise financeira e 2008-09, caso da Grécia, Portugal e Reino Unido", pode ler-se na página pessoal do Nobel da Economia.
Krugman comenta o estudo sobre o endividamento europeu realizado por Gianluca Cafiso, antigo consultor do BCE, e defende que Portugal e Grécia, mesmo antes da crise já apresentavam um endividamento de 150% do PIB, e que rapidamente poderiam voltar a cair no círculo vicioso da dívida.
O economista critica a resposta política de combate à crise de que “os excessos orçamentais eram o grande vilão”.
“Para entender o que isto quer dizer, é preciso notar que o PIB combinado da Grécia e de Portugal é pouco mais de 500 mil milhões de dólares, ao passo que o de Espanha, Irlanda e Itália vale mais de 3,5 biliões, explicou, acrescentando que “as economias agora em dificuldades, medidas pela grande importância económica, estavam a tomar medidas fiscais sustentáveis antes da crise."

E pronto:

incompetência grave no seu esplendor.

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28.12.11

BANCARROTA

Já escrevemos vários posts sobre a situação dramática em que o País foi colocado pela governação da "Máfia socialista com experiência na Maçonaria".

Títulos bem elucidativos: BANCARROTA.

Tínhamos-temos razão!

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3.12.11

António Barreto : Entrevista ao "i": (I)

E voltamos à questão dos erros...

É por isso que continuo a pedir sempre, sempre até que a voz se canse, uma auditoria às contas dos últimos dez anos. Quais foram os erros que se fizeram, quais são as responsabilidades da banca, quais são as responsabilidades do Estado central, quais são as responsabilidades do Estado autárquico, quais são as responsabilidades das empresas privadas, quais são as responsabilidades dos ricos… Ninguém sabe exactamente qual foi a quota-parte de cada um destes comportamentos para o endividamento em que nós vivemos.


Ainda acredita no euro?

(Longa pausa) É o meu sentimento. Não sou economista, não sou financeiro, não sou especialista em questões de moeda, que são muito complexas. Toda a gente tem uma opinião sobre a moeda, eu não. O meu sentimento é o seguinte: enquanto pertencermos ao euro a nossa queda de rendimento brusca será evitada. Saindo do euro vamos...


Desaponta-o, o fracasso do euro?

Tenho uma razão minha para um certo desapontamento com o euro. Eu saudei o euro – não sou federalista, não gosto da Europa federal e, infelizmente, acho que vai ser inevitável, porque não se toma conta do euro sem mais federalismo. O meu argumento principal não era, obviamente, do lado da exportação, da competitividade, porque se sentia que ia haver problemas, era a disciplina das finanças públicas. Em 1995, eu estava absolutamente convencido da demagogia financeira portuguesa tradicional dos últimos 40 anos: gastar para as eleições, gastar para o dia seguinte, gastar mais do que se devia…


Uma indisciplina que foi ganhando requintes?

Estou a lembrar-me do governo a que eu pertenci, em que o doutor Medina Carreira já grunhia contra a despesa pública excessiva, contra a despesa desnecessária, contra a despesa inútil, e eu aprendi muitíssimo com ele. Ele dizia, dado que os políticos portugueses, de todos os partidos, são irresponsáveis e gastam por conta sem se importarem com nada, que parece que não têm filhos, que não vão ter netos. Gastam, gastam, gastam com tudo e mais alguma coisa, os políticos nacionais e os políticos autárquicos. E isto é uma infelicidade, parece que fomos pobres durante 40 anos e, de repente, passámos a ser ricos, novos-ricos, falsos ricos! E eu convenci-me da disciplina do euro, liderada pelo Banco Central Europeu, com um grande contributo dos alemães, que são absolutamente fanáticos pela estabilidade da moeda.


E o que descobriu?

Convenci-me de que os portugueses se iam portar bem e dei-me conta, para meu grande desgosto, que durante o período do euro os dirigentes portugueses continuaram tão irresponsáveis quanto eram, ou mais e, curiosamente, com a cumplicidade europeia. Os europeus queriam exportar para cá, queriam mandar dinheiro para depois receber, e são absolutamente co-responsáveis e cúmplices com a indisciplina portuguesa.


E desta vez aprendemos a lição?

O desespero europeu em que vivemos é tão fundo, tão grave, tão grave, a crise é tão absolutamente histórica, que isto talvez seja de molde a dar-nos uma lição. E tanto os portugueses como os europeus se virem menos para a indisciplina e para a demagogia financeira.


Os políticos que temos são o retrato da sociedade ou os portugueses são o espelho dos políticos?

Nunca encontro uma resposta adequada para essa pergunta. É muito corrente dizer-se que os políticos são o que é a sociedade, a televisão é o que é a sociedade, a universidade é o que é a sociedade, os juízes são o que é a sociedade… Reajo sempre contra isso. Há pessoas que têm de ser melhores que as outras, que têm de dar o exemplo. Os juízes têm que ser melhores que a sociedade, que os arguidos, os professores têm de ser melhores que os alunos, os dirigentes empresariais têm de ser melhores que os seus trabalhadores…


E porque é que não é assim?

Ainda não estamos lá. Há uma demagogia muito profunda, muito antiga na sociedade portuguesa, anti-elitista. Qualquer pessoa, seja qual for a sua origem, que se distinga é imediatamente sabotada. Os portugueses gostam de tudo o que é igualitarismo, o mais básico possível. O Fernando Lemos, que é um grande intelectual que vive exilado no Brasil há 40 ou 50 anos, ele, que agora fala meio brasileiro, diz: “Cara, em Portugal é terrível, porque cada vez que uma pessoa cresce mais um bocadinho corta-se-lhe a cabeça.”


E como é isso que se combate?

Não sei, infelizmente não há, nestas coisas, um batalhão para a moralidade pública… Olhe, é um caso parecido com o do investimento e a propriedade. Em Portugal há uma opinião firme contrária à propriedade, contrária à empresa privada, contrária ao investimento. Qualquer português que eu conheça gosta imenso da sua propriedade, e odeia e detesta a propriedade dos outros. Isto não dá condições de investimento, de desenvolvimento.
A própria palavra empresário é malvista, a tal ponto que agora não se diz empresário, diz-se empreendedor, o que eu acho absolutamente ridículo. O empresário desenhou-se no tempo de Karl Marx, é um dos agentes mais revolucionários da história, que junta os factores de produção – capital, terra, máquinas, imóveis, comércio –, e organiza tudo isso.

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António Barreto: Entrevista ao "i" : (IV)

E sem a União Europeia?

Sem União Europeia não há qualquer solução – vamos para a bancarrota e vamos ter uma vida negra durante muitas décadas. Se ficarmos dentro, a solução tem de ser razoavelmente europeia. E a Europa, felizmente, tem de tratar de outros países que não só de Portugal, caso contrário éramos capazes de não ter sorte…

E assim, teremos sorte?

Mas que não se pense que isso é o reino da facilidade. Se a Europa encontrar as soluções e a estabilidade financeira, o papel a desempenhar pelo BCE, por exemplo, vamos ter uma vida muito difícil à mesma. Simplesmente, dá-nos tempo. Portugal precisa urgentemente de tempo, com alguma estabilidade, para recuperar um pouco e pôr em ordem algumas reformas, nas empresas, na administração, nas instituições.


Não temos por onde fugir, estamos comprometidos com a troika

Sabendo que isto é quase uma forma de protectorado. Hoje, diz-se que não é protectorado, é federalismo. Chamem-lhe o que quiserem, mas obviamente Portugal tem de estar por conta! Isto custa muito dizer. Se Portugal não quer estar por conta tem de sair de tudo, e para sair tem de pagar o ónus, tem de pagar as favas. Se Portugal fica, é neste sistema, federalista, unionista, comunitário - ok, é uma espécie de protectorado colectivo. Se conseguirmos comprar tempo e alguma estabilidade para poder fazer algumas reformas de fundo, sempre em austeridade, que não vejo alternativa, já não é mau.
A própria União Europeia está à procura de solução, financeira e política…Queriam pedir dinheiro emprestado a outros países, não sei como, que só emprestam a países com três A, ouvi eu dizer à presidente do Brasil e ao presidente da China. Para Portugal há quem sugira, em vez da Europa, fazer uma união com a Líbia, que já não é. E já foi Angola, já foi a Venezuela, que agora também já não é… Tudo isso é blá-blá, não vejo qualquer espécie de alternativa a ter um longo período de austeridade, uma preparação ao crescimento, um apoio europeu e, sobretudo, aprendermos com os erros.

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António Barreto: Entrevista ao "i" : (III)

O que é que acha que as pessoas não sabem?

Ainda ninguém sabe porque é que a dívida teve esta evolução nestes cinco anos. Foi graças a quê? Quais são as responsabilidades? Foi o comércio externo, foi a produção de bens, foi a imigração, foi a emigração, foi a fuga de fundos, foi a corrupção, foi a fuga ao fisco, foram as off-shores, foi a especulação financeira, foi a bolha imobiliária, foi a falta de crédito?
E é fundamental saber isso agora?

É, para corrigir. Se tem um ano ou dois de austeridade e depois faz as mesmas coisas… Entretanto cancelou projectos, cancelou TGV, aeroporto e etc., e depois, se daqui a dois anos recomeça tudo?!
Sabemos que se gastou mais do que se tinha…Vivemos a crédito e empurrámos para a frente.


As pessoas estão conscientes disso, ou acredita que não?

Estão. Mas agora há quem pense que basta nacionalizar tudo – banca, empresas –, colectivizar tudo que o problema resolve-se. Eu acho que não, que se agrava ainda. Há pessoas que dizem que basta sair do euro. Eu acho que não, que se isso acontecer os portugueses perdem 40% ou 50% do seu nível de vida em dois anos, e teremos enormes dificuldades em pagar dívida, em relacionar-nos com o exterior.


Qual deve ser o caminho?

Não tenho competência para dar uma solução para a maior parte das coisas importantes, mas aquilo que se desenha diante de mim como uma hipótese, que é muito abstracta, se assim quiser, é isto: o Estado português está falido – e é melhor não andar à procura de outros termos, default e sei lá o que mais… Estamos falidos e a viver a crédito! Portugal já tem um enorme empréstimo à sua conta, vai certamente ter mais empréstimo ainda, e vai precisar nos próximos cinco a dez anos de recorrer a financiamentos externos. Não há dúvida sobre isto. Portanto, é necessário criar austeridade suficiente para reduzir a despesa pública, o endividamento de empresas e de pessoas, o que quer dizer que é preciso gastar muito menos, comprar muito menos ao estrangeiro e tentar o mais possível produzir um pouco mais e melhor. E não vejo muitas possibilidades de Portugal produzir mais e melhor antes de dois ou três anos, ou quatro… O que quer dizer que o importante, a meu ver, era, numa primeira fase, Portugal encontrar uma solução de estabilidade provisória com a União Europeia.

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António Barreto: Entrevista ao "i" (V)

António Barreto recebeu-nos no seu gabinete da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a que preside, um dia depois da greve geral. Compreende os motivos, mas garante que, num sector falido, a greve só agrava as coisas. E “o Estado está falido!” Quer saber de quem é a responsabilidade por Portugal ter chegado a este estado e diz que esta é uma crise histórica, de tal forma que, finalmente, pode ser que tenhamos aprendido a lição.







Que leitura faz desta greve geral?



Eu não me quero transformar numa espécie de juíz moral dos outros. Se os sindicatos, trabalhadores e partidos políticos consideram que há razões para convocar uma greve e há pessoas suficientes que justifiquem uma greve, posso não estar de acordo, mas quem sou para dizer que façam diferente.




Não lhe peço que julgue, mas que analise



Com os elementos que temos - e lamento que não haja elementos mais fidedignos, nem do Estado, nem da Imprensa, nem dos sindicatos -, todos os números que me chegaram, as impressões, os relatos da greve, estão muito partidarizados, muito comprometidos; quem é mais para a esquerda acha que foi uma grande greve, quem é mais para a direita acha que não. Estou convencido que foi uma greve eficaz nos transportes públicos, com a alguma eficácia no sector público e muitíssimo pouca adesão no sector privado. O essencial da economia quase não sentiu os efeitos da greve.
O sector dos transportes está falido...



Uma greve, num sector falido, não melhora as coisas, agrava-as. Percebo que muitas pessoas estejam a viver um clima de incerteza, mas não me parece que a greve ajude a resolver os problemas, que resultaram das opções económicas, estratégicas, financeiras e políticas dos últimos dez, quinze ou vinte anos, que, nalguns casos, poderá incluir má gestão…




O Estado tem sido incompetente?




Os transportes públicos parecem estar a ser geridos, em alguns casos, como projectos megalómanos e com muito pouca seriedade nos estudos de rentabilidade, de investimento público, de retorno económico, o que conduziu a muitos milhões de dívida de que são responsáveis. E, para mim, este sector é prioritário, inclusivamente creio que o sistema de transportes, no estado em que está, é até um obstáculo ao investimento, interno e externo.

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26.9.11

Actualização da TRÓIKA em Portugal.

O memorando de entendimento com a troika (FMI; BCE;Comissão Europeia) assinado pelo Governo Sócrates em Maio, vésperas do País entrar em bancarrota, e que obteve o apoio do CDS, e do PSD (o PCP e o BE preferiam a bancarrota e consequente fome e miséria porque Portugal ficava sem dinheiro para comprar alimentos, medicamentos, etc...) foi objecto de análise agora em Setembro.

O cumprimento das metas do memorando é imprescindível para o País receber os 78 MIL MILHÕES de €uros e evitar a falência.

Nesta análise do cumprimento dos objectivos, destes primeiros três meses, Portugal passou no teste, sendo que há, obviamente, ajustamentos em matéria tão vasta.

Podemos ver aqui os resultados dessa análise.

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