14.5.08

MYANMAR: Catástrofe ou Crime? (II)

A UE estuda a hipótese de acusar Myanmar de "crimes contra a Humanidade".
Isto mesmo foi realçado pelo Secretário de Estado Espanhol dos Assuntos Europeus, noticiou o "Euronews", devido à recusa em aceitar ajuda externa que pode salvar milhares de vítimas do "Nargis". Não é, por isso, campanha "do Bush"!
Entretanto, segundo o "Expresso" de sábado, às primeiras horas do caos que se seguiu ao ciclone, foram executados 36 prisioneiros na famosa prisão de Insein-o local mais sinistro de Myanmar.
Em 2005, os Generais mudaram a capital de Rangún para Naypydaw: de acordo com o FMI, a manutenção do luxo do Governo custa mais de 2% do PIB!
Bo Hla Tint, porta-voz do Governo no exílio, relembrou o que se sabe: os Generais têm o apoio da China e Índia; assim, é difícil lutar pela democracia, acrescentando que a China bloqueia no Conselho de Segurança da ONU Resoluções que condenem os ditadores de Myanmar.
A concorrência entre China e Índia levou mesmo os Generais a alugar a Pequim as ilhas Coco, situadas a menos de 30 Kms do arquipélago Indiano de Nicobar, onde a Índia mantém a sua base militar integrada mais importante.
Com extensas fronteiras com Índia e China, os Generais aproveitam para se dedicar ao tráfico de droga e de seres humanos, em especial mulheres para prostituição-de Myanmar e da Tailândia.
Bo Hla Tint é membro da "Liga Nacional para a Democracia", o partido liderado pela Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, e foi um dos líderes das manifestações pela democracia brutalmente reprimidas pelos Generais em 1988.
Myanmar é rica em matérias-primas que são cobiçadas pelos gigantes asiáticos, tal como o Sudão e Angola, outros regimes brutais defendidos por Pequim.

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