28.3.08

Direito à indignação

O texto que se segue recebi-o por mail. Segundo se pode ler, tem autoria: uma professora. Agradeço à Madalena o seu envio.
  • O estatuto de aluno concede-lhe o direito de não reprovar por faltas. Se faltar, o problema não é dele. A escola é que terá que resolver o problema.Tendo singrado na vida e atingido o fim da escolaridade sem saber ler nem escrever, e mesmo sem ter posto os pés nas aulas, o estatuto de cidadão concede-lhe o direito de ter um emprego.
  • Se faltar ao emprego, como faltava às aulas, o problema não é dele. O patrão é que terá que resolver o problema. Se, por um impensável absurdo, for despedido, o problema não é dele. O estatuto de desempregado concede-lhe o direito de ter um subsídio de desemprego e o problema é do Estado.
  • Se, na vigência do subsídio, faltar às entrevistas ou recusar novo emprego, o problema não é dele. As suas habilitações, arduamente conquistadas, concedem-lhe o direito de escolher emprego compatível e o problema é do Instituto do Emprego, obrigado a arranjar-lhe ocupação, para não aumentar as listas de desempregados.
  • Se, por um novo improvável absurdo, ficar fora do esquema, o problema não é dele, que o estatuto de cidadão, com todos os direitos, concede-lhe o direito ao rendimento social de inserção. Que constituirá uma renda perpétua, pois o cidadão tem direito à existência!...Renda paga pelos portugueses e não, como devia ser, pelos autores desta celerada lei, fautora da indisciplina, do laxismo, do não te rales, da irresponsabilidade mais absoluta, fomentadora da exclusão social!...
  • Por uma vez, tenho direito à indignação, com todas as letras: Puta que os pariu!...

(UMA PROFESSORA)

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19.3.08

O que eu aprendi hoje...



... enquanto assistia às conversas afiadas no Parlamento.

:-) que furar a barriguinha, a orelhinha, o narizinho e outros inhos ou afins decorativos é considerado Caso Nacional de Saúde Pública - e perdoem-me as maiúsculas - pelo risco que se corre. portanto, acabem-se com os buraquinhos ou demais floreados que a situação é grave, é mesmo um atentado!

:-( habitar, vulgo viver Sob cabos de alta tensão uns tempos, uma vida, que a situação das famílias não está para brincadeiras, não é conclusivamente perigoso uma vez que ainda não se provou que tal experiência provoque danos físicos a curto ou longo prazo pela exposição a campos electromagnéticos...

ainda verdadeiramente surpreendente é a ideia que perpassa que estas conclusões não estão, directamente ou indirectamente ligadas com interesses económicos quando são consideradas as empresas que lhes subjazem!
merecemos tão pouco respeito assim?

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28.2.08

Certificados de Aforro: Mais um Golpe na Poupança

O Governo decidiu cortar a taxa de remunerações dos certificados de aforro que afectam cerca de 700 mil portugueses.
A taxa dos certificados é determinada mensalmente no antepenúltimo dia do mês para vigorar no mês seguinte.
Em Janeiro, o Executivo decidiu acabar com as subscrições da série B, que considerava 80% de uma taxa bruta anual, e iniciou a série C que apenas considera 60% da taxa bruta anual.
A taxa dos certificados é calculada considerando 85% da média dos valores da Euribor a 3 meses observados nos dez dias úteis anteriores.
Os certificados série C pagam um prémio de permanência mais elevado, mas só é conseguido se o produto durar dez anos.
Sabendo-se que os certificados são o meio de poupança utilizado pelos pequenos aforradores, que não querem ou não podem investir na Bolsa ou Fundos de Investimento, esta é mais uma machadada em quem vive essencialmente dos salários, que conta os € todos os dias, que não desperdiça em bens supérfluos, em resumo, a grande maioria dosportugueses.
Tudo para o Governo arranjar uns poucos milhões para o défice, enquanto gasta mais milhões com avenças, subsídios à "cultura"( grupos que vivem à custa do Orçamento), prémios brutais a médicos e por aí fora.
Quando se revoltará a sociedade civil a exemplo de Anadia, Chaves, Alijó...?

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