12.7.08

Ao rubro, nasce-me em mim, fruto




As minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.

Amei desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.

Creio-te mesmo dona do universo.

Vou trazer-te das montanhas flores alegres "copihues",

avelãs escuras, e cestos silvestres de beijos,

Quero fazer contigo

o que a primavera faz com as cerejeiras.


Pablo Neruda

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