A novela
A novela em torno da escolha do novo Provedor de Justiça atingiu o limite do razoável e do admissível. Com responsabilidades dos partidos que mais representação parlamentar têm. Os episódios que se sucedem arrastam este caso, cada vez mais, para o pântano político. Sabendo-se que o mandato do actual Provedor acabou há mais de oito meses, tanto PS como PSD insistem num jogo de bastidores e de guerrilha institucional que empobrece a democracia. Ainda agora, ao regressar a casa, ouvia na TSF o Presidente da Assembleia da República insistir na urgência de uma solução. Até o Presidente da República já teve necessidade de se referir a este caso. A divisão de cargos políticos que agrada sobremaneira ao PS e PSD contribui para o enfado com que a generalidade dos cidadãos olha a política. Depois, em noite de eleições, lamentam-se do elevado número de abstenções, bem como da percentagem obtida por partidos cujos conceitos de democracia andam nas margens do que eu entendo ser um regime democrático. E estou a referir-me ao BE e ao PCP.
Tenham um pouco de vergonha e de humildade democrática e poupem-nos a jogos florentinos que nos cansam e e nos enojam.
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