9.10.10

Liu Xiaobo: A Coragem da Academia Sueca

A Academia que tem por dever a escolha do Nobel da Paz é, talvez, a Academia mais corajosa, perspicaz e com sentido de Humanidade e Direitos Humanos.
Contrasta em absoluto, por exemplo, com a Academia da Literatura que escolhe Nazis (Günter Grass...) defensores dos campos de concentração stalinistas (Saramago, Grass...), sendo, quase sempre, esscritores medíocres.
Este ano enganou-se e escolheu um grande escritor e Humanista: Mario Vargas Llosa.
Sobre o regime Chinês- policial, assassino, genocida de tibetanos, suporte dos regimes mais sanguinários do planeta- já várias vezes aqui escrevemos.
A escolha de Liu Xiaobo -herói da luta pelos Direitos Humanos contra o monstro policial e assassino Chinês- para Nobel da Paz é uma bofetada nos tiranos e um Hino á liberdade, á coragem, ao Humanismo.
Eu, pessoalmente, preferia Guillermo Fariñas, herói cubano dos Direitos Humanos, autor da greve de fome para chamar a atenção do Mundo para outro regime assassino, policial que mantém o povo na fome e miséria.
Seria o ano indicado, visto que este ano a luta dos heróis cubanos teve repercussão mundial (já não era sem tempo...), e obrigaria o gang Castrista a acelerar a abertura à democracia.
Mas, obviamente, o Mundo Livre deve regozijar-se com esta escolha, que está a deixar os dirigentes assassinos comunistas chineses em pânico, apesar do total controlo policial sobre o País, que incluíu a óbvia censura da notícia.
Mas outros Heróis Chineses mereciam também a Honra de ser Nobel da Paz..como escrevemos já em vários posts, entre eles, os Heróis que lutaram contra os tanques assassinos na Praça Tiananmen.
Já em 01.09.2009 nós escrevíamos sobre a CARTA 08 e o seu líder: Liu Xiaobo.

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5.12.08

Nobel de Literatura

Há quem considere que o Comité Nobel para a Literatura não honra totalmente os pergaminhos do fundador Alfred Nobel.
Também concordo com esta conclusão.
Com efeito, o Prémio da Literatura recai normalmente em indivíduos conotados ideologicamente com o marxismo, o jacobinismo mais retrógrado e desumano, por vezes estalinistas admiradores dos maiores crimes da História da Humanidade.
Os nomes são conhecidos!
Um deles conseguiu ser nazi na juventude e estalinista na idade adulta (Günter Grass), o que prova que os totalitarismos e a negação do humanismo e do ser humano como indivíduo são iguais, qualquer que seja o título.
Vem isto a propósito de uma notícia do "Público" de 27 de Novembro que nos dava conta que o Comité de Literatura da Academia Sueca se tinha recusado a condenar publicamente a "fatwa" de Khomeini que mandava matar Salman Rushdie em 1989.
Foi Margaret Thatcher quem garantiu a segurança do escritor; por aqui se vê quem defende a liberdade!
Isto, apesar dos apelos que, por todo o Mundo, foram endereçados ao Comité!
Lê-se e custa a acreditar!
Que autoridade têm esses "Senhores" para atribuir o Nobel da Literatura sabendo-se que se colocaram ao lado de uma cultura cruel, selvagem, que "autoriza" que qualquer islâmico invoque as raivas do Ayatollah-Chefe para assassinar e esmagar a liberdade de escrita?
E isto não é escândalo mundial!

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