21.2.07

A César o que é de César!

Todos conhecem o senhor Jardim. O dicionário não tem adjectivos suficientes para qualificar as suas diatribes. A comunicação social não se esquece dele e de o diabolizar. E o que se passa com o seu colega dos Açores? Esse não anda nos títulos das notícias.
Será que é diferente, bem comportadinho? Ou faz o mesmo pela calada...?
Consultemos o jornal "O Sol" de há uns tempos atrás:
- Carlos César anunciou, sem reservas, que não aplicará na Região o novo Estatuto da Carreira Docente.
- Quando o Governo da República assumiu as novas taxas moderadoras, Carlos César logo proclamou que os hospitais açorianos ficariam à margem destes aumentos.
- No início de Dezembro, um ajudante de Carlos César proclamou que os Açores não iam acatar a nova Lei de Bases do Desporto. É que os Açores têm as suas próprias leis, disse. A Assembleia da República que legisle para a República.
Isto feito de mansinho pia mais fino.O Governo socialista de Sócrates ouviu(?) e calou. Ah, se fosse Jardim, Lisboa metia-o na linha. Mas as afinidades e compadrios partidários...
Já Guterres em 1995 prometera baixar os custos das viagens de e para os Açores em vésperas de eleições. E não é que o PS as ganhou!!! Não teve o mesmo discurso para a Madeira para Jardim as ganhar e poderem continuar com o "défice democrático".
Claro que a comunicação social só vê Jardim. Carlos César é um democrata: cumpre as leis como quer e lhe apetece.

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20.2.07

Alberto João

Alberto João Jardim apresentou a demissão do cargo de presidente do governo regional da Madeira. Caiu-lhe toda a gente em cima. Fica bem dizer mal da pessoa. O politicamente correcto é isto. O homem irrita tudo e todos. Polémico, excêntrico, demagogo. Como outros bem mais protegidos pela comunicação social. Sejamos claros:
  • em trinta anos, não perdeu eleições;
  • o nível de vida da população da Madeira cresceu a um ritmo muitíssimo superior a qualquer outra região do país;
  • o turismo madeirense tem a qualidade e o prestígio que envergonha o que se faz, por exemplo, no Algarve.
  • desde a primeira hora, se opôs à lei das finanças regionais. Com a sua promulgação, foi consequente: pediu a demissão. Sempre são 450 milhões de euros a menos até 2014!
Aqui d' el-rei que o homem está cada vez mais louco!
Os adversários sabem que o não derrotam em eleições. Podem invocar todas as tropelias em que ele é mestre. Mas ou se aceitam as regras do jogo democrático ou inventem outro sistema que não este. Mas digam-no preto no branco. Não se escudem em desculpas esfarrapadas enquanto assobiam para o lado.
E como tenho para mim que, com todos os defeitos, o sistema político mais democrático é o que assenta na realização de eleições e na consulta popular, aceite-se o desafio.
Ou isto de eleições só é valido quando os resultados são favoráveis às nossas cores?

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