9.4.08

Não te amo... só






Sabes...

Até poderia dizer que te amo, que te desejo, que te quero.


Palavras banais, escritas algures, nos manuais do amor, do querer, do hábito que se espera e a que se corresponde.


Poderia até mesmo falar da cor dos teus olhos, do peso das tuas palavras nas minhas tardes sem sol, sem beijo amigo, cheias de ténues promessas em forma de ruído que me oferecem quando sou um sorriso disfarçado de adaptação.


Mas és mais, és este segredo que me vem da Alma, me corrói por dentro, na saudade que sinto, na vontade por satisfazer, na sede por mitigar...


E por não seres só o que qualquer um seria, é que eu não posso dizer apenas que te amo.

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16.3.08

Entre nós...



deste-me o ombro acolhedor das tuas palavras numa noite que não se adivinhava nossa e fomos o que nos apeteceu ser, incógnitos, secretos fugitivos dos olhares humanos, partilha de ser e estar, numa vontade de saber quem está do outro lado.

trocámos beijos de experiências e de nós, nesse calmo alívio das almas atormentadas que procuram e, no entanto, sabem de si, só não sabem se é o certo que os guia...
e soltei-me nas palavras que te disse, fui Eu, na amargura que não se expõe mas que tu soubeste ler e, sem medos, confiante, dei-te a minha Dor...

e tudo sem fazermos perguntas nem procurarmos respostas. nós simples, entregues ao outro, olhos nos olhos.

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28.2.08

E se... tudo.





ÉS TÃO NATURAL QUE ME CONVERTES.


COMO UM DAQUELES BEIJOS QUE NOS ROUBAM ENQUANTO DORMIMOS.

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27.2.08

Per te...





assim, como um segredo ao teu ouvido, palavras sussurradas aos teus olhos. que imagino. que acaricio com os meus.

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