Não te amo... só

Até poderia dizer que te amo, que te desejo, que te quero.
Palavras banais, escritas algures, nos manuais do amor, do querer, do hábito que se espera e a que se corresponde.
Poderia até mesmo falar da cor dos teus olhos, do peso das tuas palavras nas minhas tardes sem sol, sem beijo amigo, cheias de ténues promessas em forma de ruído que me oferecem quando sou um sorriso disfarçado de adaptação.
Mas és mais, és este segredo que me vem da Alma, me corrói por dentro, na saudade que sinto, na vontade por satisfazer, na sede por mitigar...
E por não seres só o que qualquer um seria, é que eu não posso dizer apenas que te amo.
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