16.7.09

Avaliação de professores

Depois de ler esta notícia no jornal Público, só mesmo uma gargalhada...

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2.7.09

A educação e a campanha eleitoral

O turbulento processo por que passou a educação em Portugal, nos últimos quatro anos, levou os diversos partidos proporem alterações à enxurrada de legislação que inundou as escolas. Agora que se avizinham as eleições, é altura de se apresentarem soluções, não apenas ficarem pelo intenção de rasgar o que de pior este governo impôs. Conferir aqui.

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29.6.09

Esta ministra é uma desgraça

Lê-se esta notícia no Público e fica-se incrédulo! Ou não! Depois das eleições europeias tem havido tal tentativa para adocicar os professores que já nada estranho. Depois de ter andado uma legislatura a reiterar os méritos de uma avaliação e os primores da introdução das quotas ["nem todos podem chegar a generais"], já só falta fazer um pedido público de desculpas. Evidentemente que só as aceitará quem for ingénuo.

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25.6.09

A ficha de auto-avaliação

Circunstâncias várias afastaram-me do blogue por uns tempos. Pensei, inclusive, em dar por terminada a minha colaboração. Mas há momentos em que não resistimos. A "culpa", agora, é dessa ameba que ocupa o ministério da educação.
Na minha escola, terminou hoje o prazo para a entrega da chamada ficha de auto-avaliação. Depois de ler e escutar várias opiniões sobre o assunto, decidi-me pela entrega. A referida ficha consiste num conjunto de itens a que os professores devem dar resposta, num processo mais burocrático que formativo. A sensação que se tem é de inutilidade, de teimosia da tutela em insistir que "agora, sim, os professores são avaliados".
Em tempos, fiz parte da comissão de avaliação no âmbito do conselho pedagógico. Li e analisei muitos relatórios críticos sobre a avaliação de desempenho. A grande maioria fazia-o numa perspectiva construtiva, séria, realçando os aspectos positivos e menos positivos da sua prática lectiva.
Esta ministra conseguiu subverter toda a filosofia em que assentava essa outra avaliação. Manipuladora, conseguiu, em quatro anos, instalar um clima de descrédito nas escolas, dividir a classe docente, lançar a desmotivação num dos grupos profissionais mais bem formados do país. As consequências negativas ver-se-ão mais tarde, apesar de toda a propaganda estatística que se faz passar para a opinião pública.
A D. Milu sairá do próximo governo, assim se espera. Mas a sua figura permanecerá, por muito tempo, como a mais negra e sinistra que algum dia passou pela 5 de Outubro.

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25.3.09

Avaliação de professores

A avaliação de professores esteve novamente na ordem do dia com a interpelação feita na Assembleia da República. O centro do debate prendeu-se com as consequências que advêm da não entrega dos objectivos individuais por parte dos professores. A ministra da educação permaneceu quase todo o tempo calada. Mandou falar os ajudantes de campo, nomeadamente o secretário Pedreira. E insistiu na estafada ideia que os professores que não procederam à entrega dos objectivos individuais serão penalizados, à luz do que os senhores do ministério entendem da lei.
Mas se é assim, por que razão remetem essa decisão para os conselhos executivos, admitindo a hipótese de uns penalizarem os professores e outros não? Há ou não dúvidas, então, na interpretação da lei? Ou irá depois o ministério penalizar os executivos que não cumprirem o que o ministério acha que é imperativo legal?
As pessoas mais atentas e não sectárias já perceberam que este processo de avaliação nasceu torto e nem o provérbio aqui se irá cumprir. Nunca mais se endireitará.
Resta esperar que esses senhores desaparecem e alguém de bom senso venha pôr termo a uma das maiores aberrações que o governo congeminou.
Pode ler mais desenvolvimentos no jornal Público.

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7.3.09

A saga do Magalhães

O ilustre navegador deve dar voltas na tumba. Baptizarem com o seu nome um micro-computador ainda se aceita, agora fazerem as tropelias que se começam a saber é um insulto à memória do homem.
Desde o início que o processo é mais que duvidoso.
- Começaram por entregar a montagem do portátil a uma empresa com dívidas à segurança social, sem concurso...
- Os computadores têm chegado às escolas às pinguinhas. Estamos a meio do ano lectivo e milhares de alunos ainda não o têm...
- Tiveram de ser os professores a tratar de todo o processo de aquisição, quais delegados de vendas...
- A maioria dos professores não tinha (nem tem..) formação específica para tornar essa ferramenta didáctica e pedagogicamente útil...
- Como se não bastasse, o Expresso refere, na sua edição de hoje, os atropelos à língua portuguesa que constam nas instruções... Para quem não tiver paciência para ler a totalidade da notícia, deixo aqui um excerto:

"Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as intruções de um puzzle - assim: "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de"acabaste".
Como se não bastasse, vem o secretário Pedreira desvalorizar o incidente e afirmar:
"Foi para mim uma surpresa. Naturalmente, não me parece que devesse ter acontecido e que, portanto, quem teve responsabilidade por verificar isso, deveria ter detectado esses dados"
Pois, não me parece que esta gente saiba o que anda a fazer.



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5.3.09

A moda da avaliação

Este país tem destas coisas. De quando em vez, agita-se uma bandeira e faz-se disso - como dizer? - uma questão de regime. Começou pelos professores [quantos mais alunos passares, mais facilmente podes atingir a classificação de Excelente], querem continuar com os médicos a retalho e agora também com os funcionários dos tribunais - mais processos despachados, mais cobranças feitas, mais actas concluídas.
Estamos, pois, reduzidos a números. Não faltará muito teremos um chip incorporado para contabilizar as vezes que vamos à casa de banho e as quecas que damos (ou não...).

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19.2.09

Avaliação de Professores

Para aqueles que seguem mais de perto este folhetim da avaliação de desempenho dos professores, a notícia hoje vinda a público não admira. Contas feitas, um professor pode vir a perder 174 mil euros se se mantiver este sistema de avaliação. Mas então o sistema simplex não tem subjacente uma avaliação formativa? Não era isso que apregoava a ministra e os seus lacaios?

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16.2.09

Avaliação de professores

Apesar dos mails intimidatórios que os professores recebem do ministério da educação, a luta contra o modelo de avaliação proposto não esmorece. Hoje, em várias cidades do país, plenários e manifestações deram conta da persistência da luta dos docentes. Conforme se pode ler na edição do Público.

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13.2.09

Coincidências...

Como se sabe, por iniciativa de um professor, foi pedido um parecer jurídico ao advogado Garcia Pereira. Para dar a conhecer as conclusões do mesmo, foi marcada uma conferência de imprensa para o dia de hoje, pelas 14 horas. Pois não é que a fenprof marca também uma conferência de imprensa para o mesmo dia, uma hora mais tarde...
À mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-lo...Os sindicatos precisam de meter na cabeça uma coisa: não são donos dos professores e não podem nem devem ver em iniciativas como esta, uma afronta e uma ataque ao sindicalismo. Nesta luta de professores, tenho para mim que foram os professores que, nas escolas, souberam interpretar o que estava em jogo. Os sindicatos, a maioria das vezes andaram a reboque.

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11.2.09

Parecer de Garcia Pereira

Numa primeira análise ao parecer sobre a avaliação de professores, o advogado Garcia Pereira considera os dispositivos legais feridos de inconstitucionalidades. A luta contra este modelo de avaliação pode e deve assumir várias frentes. Uma delas é a batalha jurídica. A notícia pode ser lida no jornal Público.

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7.2.09

Avaliação de professores

Na cadeira do poder, a ministra da educação mantém a teimosia. Insistindo num modelo de avaliação incongruente, a lesma quer, daqui a uns dias, afirmar que venceu. Nem que seja uma vitória de Pirro. Mesmo que seja cada vez maior a oposição a este modelo, conforme se comprova por esta notícia.

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4.2.09

Avaliação de professores - E agora?

Na minha Escola, encerra amanhã o prazo estabelecido para a entrega dos Objectivos Individuais, procedimento decorrente da avaliação de professores. Eu já decidi pela não entrega dos mesmos. Muitos professores, sobretudo os contratados, os que se encontram em início de carreira ou os que pertencem a grupos em que os chamados horários zero são uma realidade, revelam apreensão e receiam o que pode advir da não entrega dos objectivos individuais. Mesmo aqueles que estiveram, desde a primeira hora, contra este modelo de avaliação. E esses receios são justificados ou ampliados pelo clima de incerteza, de pressões , de boatos que se ouvem aqui e ali. Com um ministério da educação que agisse de boa fé, seria expectável que essas dúvidas fossem esclarecidas e todos soubessem as consequências dos procedimentos adoptados. Mas este ministério não está interessado nisso, antes lhe interessa daqui a uns dias, afirmar que uma percentagem favorável de professores tenha iniciado este modelo simplex de avaliação. Por isso, joga na chantagem e no medo instalados. De qualquer modo, deixo a ligação para o sítio da fenprof onde se pretende dar resposta a tantas dúvidas suscitadas.

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2.2.09

Uma Escola....Um bom exemplo

Aqui está um bom exemplo de como resistir nas Escolas.
Aceito o repto de lhe dar notícias sobre a «coisa» na minha escola. O prazo para a entrega dos OI terminou na 6ª feira (30 Janeiro): nenhum professor o fez. É isso, ninguém entregou os objectivos individuais. O clima de escola está óptimo (se descontarmos o facto de se congelar nas salas de aula e de vivermos num país com Freeports e coisas do género…). Não porque sejamos melhores que todos os outros, nem tão pouco mais unidos ou corajosos. Apenas porque fizemos um pacto: em nome da tranquilidade que precisamos para levar até ao fim, da melhor maneira e a pensar nos alunos, este ano lectivo, ninguém sairá (mais) prejudicado disto. Se e quando tiver que ser, eu própria, no estrito cumprimento dos meus deveres, definirei os objectivos individuais para cada um dos professores e procederei à sua avaliação. Não haverá notificações de incumprimento da entrega dos OI, nem a assumpção de consequências na carreira, nem listas de professores «prevaricadores» na DREL. Eu tenho o dever de avaliar os professores, os professores têm o dever de entregar a sua auto-avaliação: é isto que a lei dita, é isto que será cumprido. Parece-me bastante simples (simplex à parte, bem entendido).
Um abraço,

Rita Sammer

–Presidente do Conselho Executivo [Esc. Secundária Madeira Torres

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29.1.09

O concurso de professores

Num dos últimos governos do PSD, não recordo se com Durão Barroso, se com Santana Lopes, houve um atraso na divulgação das listas de concurso de professores. Ia havendo um terramoto, com os peritos em educação do PS
[não, nessa altura, Maria de Lurdes errava pelos corredores do ISCTE e Sócrates enviava, por fax, o último trabalho para a Universidade Independente]
à frente da marcha da indignação.
Este ano muitos estranham que ainda não tenha sido aberto o concurso para colocação de professores. Sabendo-se que na maioria das escolas decorrem os prazos para a entrega dos malfadados objectivos individuais não haverá aqui uma qualquer relação de causa-efeito?
Mas que raio de mente desperta!

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27.1.09

O desnorte do ministério da educação

Há pouco mais de 1 hora tive uma turma do 12º ano. Como recebi a informação nº 30.09, no final da semana passada, emanada do ministério da educação, sobre alterações nos critérios de correcção do exame nacional de Português, comuniquei tal facto aos meus alunos. A alteração prevista incidia nos itens de verdadeiro/falso e era penalizadora para os alunos, já que o assinalar erradamente apenas uma resposta invalidaria todas as restantes. Ao chegar a casa, vejo a edição on-line do jornal Público onde se refere uma comunicação do ministério da educação a anular a referida nota informativa.
Ainda bem, dirão muitos, pois assim os alunos não sairão prejudicados. Ainda mal, digo eu, quando um ministério, que deveria ter a preocupação de reflectir sobre as orientações que faz chegar às escolas e que provocam alguma ansiedade nos alunos, o faz de forma leviana e nada responsável.
Depois ainda há quem diga que os professores são os maus da fita... Realmente, é um desprazer trabalhar com esta aberrante equipa ministerial. Vão aos gambozinos e deixem-nos em paz!

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25.1.09

Avaliação de professores inconstitucional

Um grupo de professores, liderado por Paulo Guinote, solicitou um parecer ao advogado Garcia Pereira sobre o sistema de avalição de professores e o estatuto da carreira docente. Numa primeira análise, em declarações à TSF, o jurista considera ambos os dispositivos legais feridos de inconstitucionalidades e promete ter pronto o parecer jurídico dentro de poucas semanas.

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Avaliação de professores

Somos agora o único país do mundo com um sistema de avaliação obtuso, impraticável e injusto que a ministra da educação teima em impor. No Chile, acaba de ser suspenso, após uma luta persistente dos nossos colegas.
Aqui continua a ser imperioso manter essa luta e o primeiro passo, agora, é não entregar os objectivos individuais.

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23.1.09

A frase

No decorrer da discussão da proposta do CDS/PP para suspensão do modelo de avaliação de professores:
«Será a vitória dos deputados livres, daqueles que não estão na câmara corporativa a defender interesses profissionais e que estão na Assembleia da República a defender os interesses dos portugueses»
Augusto Santos Silva, ministro dos assuntos parlamentares
«Senhor ministro, não seja chantagista e ameaçador. Estamos hoje a votar este projecto porque não estamos numa assembleia corporativa. Se mantiver a postura e atitude de teimosia, pode levantar bancadas e ganhar votações, mas perde o país»
Diogo Feio, deputado do CDS/PP

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18.1.09

Greve!

A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).

Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores. É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e a escola pública.

Vê como te consideram:


«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).


«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).


«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).


«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).


«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).


É por tudo isto ...
... que é determinante fazer greve no dia 19;
... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;

... que não entregues os "objectivos individuais".
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

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