13.11.09

A nova ministra da educação

Em entrevista à RTP, televisão oficial do regime, a nova ministra da educação foi toda ela alçada em sorrisos. Contrastando com o estilo trauliteiro da D. Milu, este registo isabelino pode significar duas coisas: ou pretende fazer tábua rasa das políticas anteriores [no que não acredito], ou é a nova "ana jorge" da educação. À semelhança desta, não alterará nada de substantivo, mas irá enveredar por um estilo soft que iludirá os mais incautos. Para já, nem o benefício da dúvida lhe concedo.

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17.7.09

As "Novas Oportunidades"

Uma das bandeiras do (des)governo socrático, no campo da educação, foi a tentativa de promover a educação de adultos através das chamadas "novas oportunidades". Uma colega, em texto publicado, e que me chegou por mail, arrasa este sistema de pseudo valorização das pessoas. Aqui fica o seu desabafo:
A
ignorância
certificada
"O
país
encontra‐se
com
uma
taxa
muito
baixa
de
escolaridade
em
relação
aos
países
da
EU
(União
Europeia).
Logo
há
necessidade
de
colmatar
esta
situação
e,
para
isso
foram
criadas
“As
Novas
Oportunidades”,
 uns
 cursinhos
 intensivos
 de
 três
meses,
 no
 fim
 dos
 quais
 os
“estudantes”(agora
 com
 o
 nome
 pomposo
 de
 formandos)
 obtêm
 o
 certificado
 de
equivalência
ao
9º
ou
12º
anos.
Fantástico,
se
os
cursinhos
fossem
a
sério!
...

Perante
 a
 publicidade
 aos
 referidos
 cursos,
 aqueles
 que
 abandonaram
 a
 escola
 ou,
 por
qualquer
 razão
 não
 concluíram
 um
 dos
 ciclos
 de
 escolaridade,
 esfregaram
 as
 mãos
 de
contentes,
uma
vez
que
agora
se
lhes
oferece
a
oportunidade
de
obterem
um
certificado
de
habilitações
 que
 lhes
 poderá
 vir
 a
 ser
 útil.
 E
 como
 diz
 o
 ditado”mais
 vale
 tarde
 do
 que
nunca”,
eles
lá
se
inscreveram.
Por
outro
lado,
três
meses
das
7.00
às
10.00
horas,
horário
pós‐laboral,
uma
vez
por
semana,
era
coisa
fácil
de
realizar.
Coitados
daqueles
que
andam
3
anos
(7º,
8º
e
9º
anos)
para
concluírem
o
3º
ciclo!!!
Isso
é
que
é
difícil!

Na
rua,
no
café,
nos
 locais
públicos
em
geral
ouve‐se:
“Ah!
Agora,
ando
a
estudar!
Ando
a
fazer
o
9º
ou
12º
ano!
Aquilo
é
porreiro,
pá!”

Entretanto,
 há
 pessoas
 com
 quem
 contactamos
 no
 dia‐a‐dia,
 mais
 próximos
 de
 nós, o
cabeleireiro,
o
sapateiro,
a
empregada
doméstica,
etc.
que
 também
nos
confidenciam
com
ar
feliz:
“Agora,
com
esta
idade,
ando
a
estudar!
Ando
a
fazer
o
9º!”
E
nós,
simpaticamente,
sorrimos,
 abanamos
 a
 cabeça
 e
 dizemos
 que
 fazem
 bem,
 sempre
 é
 uma
 mais
 valia…
contudo,
 numa
 dessas
 conversas,
 tentei
 descobrir
 que
 disciplinas
 constavam
 do
 curso,
ficando
a
saber
que
eram
Português,
Matemática,
Informática
e
Cidadania
para
o
9º
ano;
e
indaguei
ainda
como
eram
as
aulas
e
a
avaliação
final.

E
 fiquei
 atónita.
 Em
 Português
 o
 formando
 teria
 que
 escrever
 a
 história
 da
 sua
 vida
 e
 a
razão
por
que
 se
 inscreveu
no
 curso,
 sendo
o
 texto
 corrigido
 aula
 a
 aula
pela
respectiva
formadora;
Matemática
consistia
em
efectuar
cálculos
básicos
e
apresentar,
por
exemplo,
a
receita
de
um
bolo
e
duplicá‐la;
para
Informática
apercebi‐me
que
seria
a
apresentação
do
trabalho
 escrito
 e,
 posteriormente,
 quem
 quisesse
 apresentá‐lo‐ia
 em
 “powerpoint”;
 em
Cidadania,
os
 formandos
apresentavam
os
diferentes
resíduos
e
diziam
em
que
contentor
os
 deveriam
 colocar.
 A
 nível
 de
 Português
 ainda
 foi
 pedida
 a
 leitura
 de
 um
 livro
 e
 seu
comentário,

sendo
a
selecção
ao
critério
do
 formando
o
que
deu
origem
a
autores
“light”,
nada
de
autores
portugueses
de
renome;
a
acrescer
a
este
comentário
 teriam
 também
de
fazer
a
apresentação
crítica
a
um
filme
e
a
uma
reportagem.
Todos
estes
elementos
seriam
entregues
num
dossier,
cuja
capa
ficaria
ao
critério
de
cada
formando.

Três
 meses
 passaram
 num
 abrir
 e
 fechar
 de
 olhos,
 por
 isso
 um
 destes
 dias,
 enquanto
aguardava
 a
 minha
 vez
 para
 ser
 atendida
 no
 consultório
 médico,
 fui
 brindada
 com
 o
dossier
do
curso
da
recepcionista
e
respectivo
certificado
de
9º
ano.
Engoli
em
seco
aquelas
páginas
 recheadas
 de
 erros
 ortográficos
 e
 de
 construção
 frásica,
 desencadeamento
 de
ideias
e
falta
de
coesão,
(…),
entremeados
por
bonitas
fotografias;
na
II
parte,
umas
contitas
simples
e
duas
 tábuas
de
multiplicação;
e
em
Cidadania,
os
 contentores
do
 lixo
 coloridos
com
a
indicação
dos
resíduos
que
se
põem
lá
dentro.
Em
 seguida,
 com
 um
 sorriso
 muito
 branco
 (nem
 o
 amarelo
 consegui!)
 e,
 como
 bem‐educada
 que
 sou,
 felicitei
 a
 dona
 do
 dossier
 cuja
 capa
 estava
 realmente
bonita,
 original,
revelando
 bastante
 criatividade
 e
 ouvi‐a
 alegre
 dizer:
 “A
 formadora
disse‐me
 que
 tinha
hipóteses
de
fazer
o
12º
ano.
Logo
que
possa,
vou
fazer
a
minha
inscrição!”
Fiquei
 estarrecida,
 sem
 palavras
 para
 lhe
 dizer
 o
 que
 quer
 que
 fosse.
 “As
 Novas
Oportunidades”
 são
 isto?
 Está
 a
 gastar‐se
 tanto
 dinheiro
 para
 passar
 certificados
 de
ignorância?
Será
que
todos
os
formadores
serão
iguais
a
estes?
E
o
9º
ano
é
escrever
umas
tretas
e
ler
um
Nicholas
Sparks
e
um
artigo
da
revista“Simplesmente
Maria”?
E
o
12º
ano
será
a
mesma
coisa
(queria
dizer
chachada)
acrescida
de
uma
língua?

Continuando
assim
o
país
a
tapar
o
sol
com
a
peneira,
teremos
em
poucos
anos
a
ignorância
certificada!"


Marta
Oliveira
Santos, Licenciatura em Filologia Românica; colaboradora de várias publicações.

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16.7.09

Avaliação de professores

Depois de ler esta notícia no jornal Público, só mesmo uma gargalhada...

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13.7.09

Resultados dos exames do 9º ano

Depois de se saber os resultados dos exames nacionais de Português do 9º ano será que o ministério também vai culpar os partidos da oposição e a associação de professores de Português? Ou desta vez a culpa vai toda para os professores do 1º ciclo? Ou para o Magalhães?

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7.7.09

Provincianismo da vida política portuguesa

A política em Portugal ainda vive e assenta em preconceitos muito peculiares. Muita ortodoxia e pouca abertura de espírito. Como se sabe, o ministro da economia demitiu-se na sequência do gesto córneo. Resolveu, uns dias depois, oferecer um jantar aos colaboradores mais próximos e a outro convidados. Entre estes, estava o sindicalista António Chora, representante dos trabalhadores da Auto-Europa. Questionado sobre a presença no jantar, respondeu que era uma forma de agradecimento pelos esforços do ministro em manter a importante unidade industrial em Portugal. Sindicalista próximo do Bloco de Esquerda, mereceu de imediato a reprovação de Louçã, não vá o povo confundir-se com as tenebrosas forças do capital...
Mas como estamos no Verão, na chamada silly season, do ministério da educação também tinha de vir alguma pérola. Na apresentação dos resultados dos exames nacionais do 12º ano, o inefável Valter Lemos foi questionado sobre a descida da média que se verificou nos exames de Matemática. Os responsáveis? Pois claro, os partidos da oposição e a sociedade portuguesa de matemática. Ora, toma!
Ler mais aqui.

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2.7.09

A educação e a campanha eleitoral

O turbulento processo por que passou a educação em Portugal, nos últimos quatro anos, levou os diversos partidos proporem alterações à enxurrada de legislação que inundou as escolas. Agora que se avizinham as eleições, é altura de se apresentarem soluções, não apenas ficarem pelo intenção de rasgar o que de pior este governo impôs. Conferir aqui.

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29.6.09

Esta ministra é uma desgraça

Lê-se esta notícia no Público e fica-se incrédulo! Ou não! Depois das eleições europeias tem havido tal tentativa para adocicar os professores que já nada estranho. Depois de ter andado uma legislatura a reiterar os méritos de uma avaliação e os primores da introdução das quotas ["nem todos podem chegar a generais"], já só falta fazer um pedido público de desculpas. Evidentemente que só as aceitará quem for ingénuo.

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25.6.09

A ficha de auto-avaliação

Circunstâncias várias afastaram-me do blogue por uns tempos. Pensei, inclusive, em dar por terminada a minha colaboração. Mas há momentos em que não resistimos. A "culpa", agora, é dessa ameba que ocupa o ministério da educação.
Na minha escola, terminou hoje o prazo para a entrega da chamada ficha de auto-avaliação. Depois de ler e escutar várias opiniões sobre o assunto, decidi-me pela entrega. A referida ficha consiste num conjunto de itens a que os professores devem dar resposta, num processo mais burocrático que formativo. A sensação que se tem é de inutilidade, de teimosia da tutela em insistir que "agora, sim, os professores são avaliados".
Em tempos, fiz parte da comissão de avaliação no âmbito do conselho pedagógico. Li e analisei muitos relatórios críticos sobre a avaliação de desempenho. A grande maioria fazia-o numa perspectiva construtiva, séria, realçando os aspectos positivos e menos positivos da sua prática lectiva.
Esta ministra conseguiu subverter toda a filosofia em que assentava essa outra avaliação. Manipuladora, conseguiu, em quatro anos, instalar um clima de descrédito nas escolas, dividir a classe docente, lançar a desmotivação num dos grupos profissionais mais bem formados do país. As consequências negativas ver-se-ão mais tarde, apesar de toda a propaganda estatística que se faz passar para a opinião pública.
A D. Milu sairá do próximo governo, assim se espera. Mas a sua figura permanecerá, por muito tempo, como a mais negra e sinistra que algum dia passou pela 5 de Outubro.

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25.3.09

Agressão a professores

Quase diariamente a comunicação social noticia agressões a professores. Muitas vezes, a instauração de processos disciplinares não leva a nada e os seus efeitos perdem-se nas teias da burocracia. Como os nossos governantes gostam de seguir exemplos de outros países, fica aqui a notícia do que acontece na vizinha Espanha. Em Portugal, fica-se, a maioria das vezes, pela transferência de escola do prevaricador.
Ler mais no jornal El Pais.

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17.3.09

O caso dos alunos de etnia cigana

Vai para aí grande escarcéu por causa de alunos de etnia cigana terem sido integrados numa turma à parte e estarem a ter aulas num contentor. O PSD, PCP e Bloco pediram, inclusive, a presença da ministra da educação na Assembleia da República.
Julgo haver muita demagogia e oportunismo político nesta questão. Mas o argumento fatal decorre do politicamente correcto que varre a sociedade portuguesa. Conheço o caso apenas pelo que vem relatado na comunicação social e as reacções que provocou.
Mas deixo duas notas:
- o facto de terem aulas em contentores supõe condições menos dignas para os alunos terem aulas. Ora, isso nem sempre se verifica.
- Desvaloriza-se, propositadamente, o contexto em que estes alunos foram integrados no sistema de ensino. Qual a faixa etária, que ano de escolaridade frequentam? Será mais correcto agrupar alunos de 10/11 anos com outros de 16/17 anos? Casos diferentes devem ter tratamento diferente. Nem sempre o mais óbvio é o procedimento mais adequado. De boas intenções está o inferno cheio.

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15.3.09

Pedroso e os caixotes...

Segundo noticia o jornal Público, João Pedroso ganhou 290 mil euros por umas fotocópias que deixou encaixotadas numa sala poeirenta, num 5º andar do edifício do ministério da educação. É o que se chama ganhar à peça.
Não me querem convidar, por metade do preço, para corrigir os erros na Magalhães?

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12.3.09

O direito a ter direitos...

De há muitos anos que a legislação permite aos professores assistirem a reuniões sindicais, embora se imponha um limite, como é natural. Que eu saiba, até agora, não se levantaram dúvidas sobre a aplicação da lei, fosse a reunião realizada no local de trabalho ou se centralizassem essas mesmas reuniões por uma questão logística.
Tomei conhecimento que, num agrupamento de escolas próximo de Viseu, o presidente do conselho executivo foi questionado pela directora regional do centro (DREC) acerca da justificação apresentada por alguns docentes que estiveram presentes em reunião sindical efectivada no passado mês de Fevereiro.
Sabendo eu quem está à frente da DREC, espanta-me esta tomada de posição. Quem ouviu a dita senhora em inúmeroas acções de formação não pode deixar de estranhar tão inusitado quanto pretensioso rigor com a aplicação da lei. O autoritarismo demonstrado só vem provar que o poder cega e aquilo que se defendia tempos atrás caiu no caixote do lixo do esquecimento. Atitudes como esta já nem me provocam urticária, apenas um sorriso de desdém por estas pobres almas que, em obediência ao chefe, mostram que coluna vertebral é coisa que perderam há muito...

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8.3.09

4 anos da ministra da educação

O professor Santana Castilho, em entrevista à SIC-N, analisa os quatro anos da legislatura da ministra da educação mais desastrada que Portugal teve. Para ver e analisar com atenção.


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Ainda o Magalhanês...

Depois da celeuma que causou, parece que o ministério da educação decidiu retirar o software do computador Magalhães. Segundo consta, a senhora DREN foi convidada para substituir o magalhanês usado nas instruções pelo margaridanês...
Quem não gostou da brincadeira foi o deputado José Paulo Carvalho que, em requerimento dirigido ao Presidente da Assembleia da República, pediu esclarecimentos.
Notícia pode ser lida no jornal Público.

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7.3.09

A saga do Magalhães

O ilustre navegador deve dar voltas na tumba. Baptizarem com o seu nome um micro-computador ainda se aceita, agora fazerem as tropelias que se começam a saber é um insulto à memória do homem.
Desde o início que o processo é mais que duvidoso.
- Começaram por entregar a montagem do portátil a uma empresa com dívidas à segurança social, sem concurso...
- Os computadores têm chegado às escolas às pinguinhas. Estamos a meio do ano lectivo e milhares de alunos ainda não o têm...
- Tiveram de ser os professores a tratar de todo o processo de aquisição, quais delegados de vendas...
- A maioria dos professores não tinha (nem tem..) formação específica para tornar essa ferramenta didáctica e pedagogicamente útil...
- Como se não bastasse, o Expresso refere, na sua edição de hoje, os atropelos à língua portuguesa que constam nas instruções... Para quem não tiver paciência para ler a totalidade da notícia, deixo aqui um excerto:

"Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as intruções de um puzzle - assim: "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de"acabaste".
Como se não bastasse, vem o secretário Pedreira desvalorizar o incidente e afirmar:
"Foi para mim uma surpresa. Naturalmente, não me parece que devesse ter acontecido e que, portanto, quem teve responsabilidade por verificar isso, deveria ter detectado esses dados"
Pois, não me parece que esta gente saiba o que anda a fazer.



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6.3.09

Falta de papel...

Há notícias que nos surpreendem ou não... Segundo a TSF, os pais dos alunos das escolas básicas do concelho de Olhão mendigaram, pelas ruas da cidade, alguns rolos de papel higiénico, pois o mesmo falta nos estabelecimentos de ensino. Por mim, oferecia, com gosto, o da imagem.

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4.3.09

A Dra Guidinha

A directora regional de educação do norte, a tristemente célebre Margarida Moreira, além de autocrática [ afinal, segue o chefe...] escreve em bom português. Santana Castilho, em crónica no jornal Público, dá conta disso mesmo. Transcrevo algumas passagens:
"Tomando por base estes pressupostos, determino:
3. Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável."
E mais adiante, acrescenta a dita senhora:
" ... 3. em Janeiro deverá ser marcado um dia em que as crianças devem trazer os Magalhães, para iniciar o trabalho casa-escola.
4. O pagamento do Magalhães, no caso em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informações por sms, devendo, em todas, constar a entidade 11023; ...
[sublinhados nossos]
Será preciso mais algum comentário para aferir da competência desta senhora?
Estamos entregues à bicharada.

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28.2.09

A Margarida carnavalesca

Gerou alguma polémica o desfile de Carnaval em Paredes de Coura. Professores acusados, injustamente, de não quererem cumprir o plano anual de actividades, a associação de pais a criticar tão pedagógico quanto formador evento. Perante tais inverdades, chegou-me, através da colega Fernanda, um texto justificativo de como tudo se passou.
"Numa decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura foi aprovada a suspensão de algumas actividades. Num total de 164 actividades que integram o Plano Anual de Actividades, foram suspensas cerca de 10. As actividades suspensas foram apenas aquelas que não interferissem com questões pedagógicas e curriculares nem com a formação geral dos alunos, pois são estes o cerne do sistema educativo e jamais poderiam ser prejudicadas. Convém salientar ainda que o Plano Anual de Actividades é, como o próprio nome indica, um plano. É uma previsão, não é um documento jurídico, pelo que, pode ou não cumprir-se pelas mais variadas razões. Mais, é aprovado pelo Conselho Pedagógico e ratificado pelo Conselho Geral, pelo que, sendo um dos documentos emblemáticos da tão falada autonomia das escolas, só a estes órgãos compete a sua alteração.
Ao longo destes últimos dias temos tido o (des)prazer de ler na comunicação social aquilo que a Associação de pais deste Agrupamento de Escolas tem vindo, numa atitude de pura má fé, a veicular:
foram suspensas todas as actividades.
A verdade é que foram suspensas cerca de 6% das actividades, num Conselho Pedagógico onde os Pais estão representados. Ou mentiram propositadamente ou então são pessoas com um coeficiente de inteligência tão diminuto, que não entenderam nada daquilo que o Conselho Pedagógico decidiu.
Aquilo que me espanta (a mim e a todos os professores deste agrupamento) é a importância dada ao desfile de carnaval! De facto é estranho que os Pais se preocupem com a participação no desfile de carnaval nas ruas da vila. Não é a comemoração do carnaval na escola (pois esta nunca esteve em causa), é a comemoração do carnaval na rua!
Os momentos que se seguiram são dignos de servirem para o guião de um filme ilustrativo do antigo regime:
Terça-feira à noite: A presidente do Conselho Executivo é informada por telefone que está proibida de prestar declarações à comunicação social.
Quarta-feira de manhã: a escola recebe um email da Directora Regional de Educação do Norte, num português de difícil compreensão, determinando a realização do desfile.
Quarta-feira à tarde: Chegam à escola 2 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo e 3 elementos da Direcção Regional de Educação do Norte. Durante mais de 4 horas pressionaram o Conselho Executivo a convocar os Professores para participar no desfile de carnaval. O Conselho Executivo não cede, pois a decisão foi tomada pelo Conselho Pedagógico. Esta equipa de intimidação faz a proposta de ser pedido aos professores para participarem no desfile. O pedido é feito mais tarde aos Professores que não aceitam. Só participarão no desfile se forem intimados a tal pela DREN.
Quinta-feira à tarde: Volta à escola mais uma equipa de pressão, agora constituída por 6 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo. Durante várias horas pressionam o Conselho Executivo. Informam que não saem sem uma resposta e não dão respostas quanto às consequências da não convocação dos Professores.
Não é difícil perceber o que se passaria se o Conselho Executivo não convocasse os Professores para participar no desfile. Aquilo que a DREN não teve coragem foi fazer ela mesma a convocatória. O que vai acontecer é que os Professores deste Agrupamento vão participar no desfile pois estão solidários com o Conselho Executivo, no qual têm um imenso orgulho. E não vão só os professores que foram “obrigatoriamente” convocados. Os outros vão também. Vamos todos.
Afinal, o importante para a qualidade da educação no nosso país são os desfiles de carnaval.
E não me venham dizer que há aqui interesses políticos! Por favor! Portugal é uma democracia! Ou não!? "
Armando Lopes – Professor – Paredes de Coura

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19.2.09

12 graus Celsius - Esen - Viseu

Já aqui se deu conta duma iniciativa dos alunos da turma C do 12º ano, da Escola Secundária de Emídio Navarro, inserida na Área de Projecto - 12 graus Celsius. Hoje deixamos o video com entrevista à professora responsável e a alguns alunos da turma.

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Avaliação de Professores

Para aqueles que seguem mais de perto este folhetim da avaliação de desempenho dos professores, a notícia hoje vinda a público não admira. Contas feitas, um professor pode vir a perder 174 mil euros se se mantiver este sistema de avaliação. Mas então o sistema simplex não tem subjacente uma avaliação formativa? Não era isso que apregoava a ministra e os seus lacaios?

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