10.7.10

Espanha-Espanha-Espanha

No início do primeiro mandato, Sócrates afirmou antes de visitar Espanha a célebre frase:
ESPANHA, ESPANHA, ESPANHA!!!
Queria, pois, dizer que as relações entre Portugal e Espanha eram fundamentais para o País.
Sabendo-se que a Espanha estava em muito melhor situação económica do que Portugal ( e muito melhor do que hoje, pois, na altura, a herança de Aznar era de oiro!) obviamente, Sócrates esperava investimentos espanhóis em Portugal.
Agora, faz ele, governo e PS uma chincana demagógica, intoxicante e ignorante dos "perigos" da Telefónica investir na PT!
Só possível com o trabalho dos papagaios e moços de recados mediáticos de espalhar as diatribes socráticas como se fossem virtudes, quando até agora criticar a Espanha, para esses vendidos mentais, era quase crime.

Isso ocorreu no ano passado,por exemplo, em que Manuela Ferreira Leite foi verdadeiramente enxovalhada por causa disso.

Como se pode ler num post de João Miranda no imprescindível "Blasfémias" que recordou, ontem dia nove, "análises", "comentários", "editoriais"...enfim, manifestações de ignorância misturadas com subserviência invertebrada dos autores dessas escritas.
Com toda esta "classe dominante" político-mediática, não admira Portugal estar cada vez mais pobre e endividado.

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2.7.09

A educação e a campanha eleitoral

O turbulento processo por que passou a educação em Portugal, nos últimos quatro anos, levou os diversos partidos proporem alterações à enxurrada de legislação que inundou as escolas. Agora que se avizinham as eleições, é altura de se apresentarem soluções, não apenas ficarem pelo intenção de rasgar o que de pior este governo impôs. Conferir aqui.

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18.11.08

A má imagem...

Há figuras na política portuguesa que, por mais voltas que dêem, não se livram de uma imagem, sobretudo junto da comunicação social. Manuela Ferreira Leite é uma delas. Para além da sua própria figura não ajudar muito, os órgãos de comunicação social fazem o resto. Queimam-na em lume brando. Vem isto a propósito de declarações hoje proferidas pela actual lider do PSD. Primeiro, ouvi a "notícia" dada na TSF, agora vejo-a na edição on line do Público. Questionada sobrea hostilidade que algumas reformas levadas a cabo pelo governo causam nas classe profissionais, a senhora afirmou:
"Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos".
Depois, em tom irónico, afirmou que
"Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...". "Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".
Saltaram logo os moralistas do regime, os intocáveis, os que se julgam donos da democracia, os que se julgam detentores da verdade. Com esse cão de fila à frente, Luís Filipe Meneses.
Pessoas de boa fé evidentemente que sabem a quem se dirigiam as palavras de Manuela Ferreira Leite. A um governo socratino que, no seu autismo, afronta e insulta quem quer e lhe apetece. Haverá sempre os jornalistas "imparciais" a defendê-lo. Notícias como a que eu referi neste post, não merecem honras de primeira página quando são bem mais graves e mostram o carácter das pessoas envolvidas.

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26.10.08

Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite não é uma figura simpática. Nos dias que correm, ter uma boa imagem conta. Basta ter em atenção que, tanto Santana Lopes como Sócrates saltaram de comentadores televisivos, onde contava mais a imagem do que a mensagem, para o cargo de primeiro-ministro. Daí que a comunicação social seja muitas vezes injusta com o que a actual líder do PSD diz ou não diz. Mas de vez em quando é preciso haver uma voz que avise e chame a atenção para problemas que, na voragem do eleitoralismo fácil, se tentam esquecer.
O problema da selectividade dos investimentos em projectos megalómanos merece reflexão. Como o Estado precisa de se endividar para a realização dessas obras, tem todo o sentido o alerta de Ferreira Leite.
"Não somos contra as obras públicas, desde que não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito. Estamos de tal forma endividados que isso seria afundar o país", referiu, reiterando que o nível de endividamento externo do país é "uma situação gravíssima".
Ler mais aqui.

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26.6.08

OCDE Dá Razão a Manuela

No último Congresso do PSD, Manuela Ferreira Leite questionou a política de grandes obras públicas do governo Sócrates, propondo maiores preocupações sociais tendo em conta o que designou de "emergência social".
E parece que tem razão.
A OCDE acaba de elogiar o governo pela descida do défice, mas recomenda cuidados com as grandes obras públicas, como se pode ler aqui.

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25.6.08

Aliança Zapatero-Manuela

No último Congresso do PSD, Manuela Ferreira Leite criticou a política de grandes investimentos em obras públicas- que considerou desnecessárias e com falta de dinheiro para as mesmas-, quando a crise do País justificava que se apoiassem as pessoas mais vulneráveis.
Apareceram logo os escribas-extensões do governo socialista a criticar estas preocupações.
Li, por exemplo, Armando Esteves Pereira no CM: obras públicas é que é bom, desenvolve o País; nada de "cheques caridade"!
Este desprezo cínico por quem recebe menos de 300€€€ por mês é típicamente socialista; basta comparar os aumentos das pensões de Reforma mais baixas feitos por este Governo e pelos de Barroso/Santana; e com Cavaco então nem se fala!
Mas esses escribas cínicos não se arriscam a viver com menos de 300€/mês: isso é para os pobres! E nada de cheques caridade; que se desenrasquem...
As grandes obras públicas têm sempre derrapagens nos custos(o Metro do Rossio e o Hospital de Matosinhos são dois bons exemplos), como o Tribunal de Contas tem realçado; e isso envolve muitos interesses.
Mas a notícia mais bombástica vem de Espanha: sofrendo uma quebra notória na actividade económica, parece que o Governo Zapatero vai cortar nas obras públicas-tal como Manuela preconiza!- e dar prioridade às questões sociais.
E em concreto, noticiou-se que o o TGV até Badajoz não vai chegar na data acordada (2012 e não em 2010) nem com a velocidade de projecto prevista (250 Km/h em vez de 350 Km/h).
A ligação Lisboa Caia/Badajoz está prevista só para 2013.
Estas novidades levaram mesmo o Ministro Mário "Jamais" Lino a escrever à sua homóloga Espanhola Magdalena Álvarez.
Ora aqui está como aquele rosto tão pouco simpático de MFL é muito mais social do que toda a propaganda socialista do Governo/escribas subservientes.

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