10.3.11

A Canalha Socialista

Sócrates "quebrou o protocolo" (maneira soft de dizer que foi mal criado) e não cumprimentou o PR na altura certa.
Escondeu-se no meio de Ministros com sorriso cínico...e fez esperar todos os titulares dos Órgãos de Soberania, como se fosse um chefe tribal.
M Soares nem sequer cumprimentou o PR, ao contrário dos PR anteriores.
Já o tinha feito há cinco anos.
Soares tem mau perder.
É ressabiado...tem raivinhas...e julga-se intocável.
Não, não estou a falar de M. Alegre.
Estou a falar do comentário sobre a "dona de casa" (como ele, mal criado, a chamou) Nicole Fontaine que o derrotou nas eleições para Presidente do Parlamento Europeu.
Exemplos típicos de socialistas..portugueses e europeus...e de alguns "liberais" (democratas USA).
É assim a esquerda.
Em Portugal, a palavra canalha tem dois significados:
-ou se refere a crianças, garotos,...putos;
- ou então a indivíduos sem carácter nem dignidade nem coluna vertebral e que se entretêm a gozar, ou fazer mal, outros cidadãos.
Sócrates foi duplamente canalha.
Porque foi um garoto, um puto irresponsável, como se jogasse ao pino ou à macaca com os que esperavam, indigno de funções em Órgão de Soberania...
E porque se apresentou de forma irresponsável com sorriso cínico no meio dos Minsitros, sem aparentar qualquer embaraço por fazer esperar toda a gente.
Ao menos podia fazer teatro--como ele sabe tão bem--e apresentar uma cara de que estava preocupado com mais um record dos juros dos empréstimos que o Governo anda a pedinchar por esse Mundo.
Mas não.
Que se lixem os Portugueses....principalmente, as gerações futuras.
Preocupado com os juros dos empréstimos? Nem pensar.
Canalha Socialista.

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22.10.08

Cavaco e as mensagens

Com a ida de Cavaco Silva para a Presidência da República inaugurou-se um novo estilo de fazer política. Há um diploma para promulgação, o Presidente tem dúvidas sobre a constitucionalidade ou as opções políticas decorrentes do mesmo, o que tem a fazer é enviar o diploma para a Assembleia da República ou para o Tribunal Constitucional. Se depois disso continua a manter fortes reservas, resta-lhe o veto político, com todas as consequências que daí advêm. Não pode é promulgar e emitir um comunicado onde refere
"novo regime jurídico do divórcio irá conduzir na prática a situações de profunda injustiça, sobretudo para aqueles que se encontram em posição de maior vulnerabilidade, ou seja, como é mais frequente, as mulheres de mais fracos recursos e os filhos menores.";
"A profunda injustiça da lei emerge igualmente no caso de o casamento...";
(...) "Presidente da República considera ter o imperativo de assinalar aos agentes políticos e aos cidadãos os potenciais efeitos negativos do presente diploma, em particular as profundas injustiças para as mulheres a que pode dar lugar."
Também subscrevo todas as reservas que manifesta em relação à nova lei do divórcio, mas parece-me que as divergências políticas devem ser assumidas e, em casos de manifesta oposição, não se promulgar.
Já agora, puxando a brasa à minha sardinha, também o edifício legislativo em que assenta o novo Estatuto da Carreira Docente é gerador de "profundas injustiças" e não se viu essa preocupação... com ou sem mensagens aquando da sua promulgação.

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29.11.07

Um 1º passo...

O Presidente da República enviou para o Tribunal Constitucional o diploma sobre vínculos, carreiras e remunerações da função pública. É um 1ºpasso, até poderá ser inconsequente, mas é um sinal de que o governo não pode fazer tudo o que quer, quando quer e como quer.

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5.10.07

O discurso de Cavaco no 5 de Outubro

Concorde-se ou não com a personagem, o discurso do Presidente da República deve ser lido com atenção. Por várias razões:
  • foge aos lugares comuns, tão habituais em época de "sound bytes" e de propaganda.

"Referi também, há precisamente um ano, neste mesmo lugar, os ideais cívicos do republicanismo, enaltecendo a dimensão ética da cultura republicana e as exigências daí decorrentes, nomeadamente no que respeita à responsabilização dos titulares de cargos públicos e ao combate à corrupção." (...)

"Não por acaso, a Primeira República foi um período em que se destacaram notáveis pedagogos, em que foram lançadas iniciativas inovadoras, como as escolas-oficinas, ou aprofundados projectos educativos, como o dos jardins-escolas."

  • centraliza grande parte do discurso na educação.

"De acordo com os dados do recenseamento populacional de 2001, 45% da população entre os 18 e os 24 anos não foi além da escolaridade obrigatória nem frequentou qualquer curso de formação profissional. (...) Nesta ocasião, gostaria de propor aos Portugueses um novo olhar sobre a escola, sobre um modelo escolar construído à luz da ideia de inovação social. (...) Temos, de facto, de adoptar uma nova atitude perante a escola. Temos de perceber que aí residem os activos mais importantes do nosso futuro."

  • critica um certo laxismo dos pais e encarregados de educação.

"Preocupamo-nos em cuidar dos nossos filhos no plano material, mas é frequente julgarmos que a educação, o bem mais importante e decisivo para o seu futuro, é tarefa que compete sobretudo a outros. Muitos continuam a encarar as escolas como «fábricas de ensino», para as quais enviam os filhos e aí depositam por inteiro o trabalho de os formar para o futuro. A primeira grande interpelação deve ser feita aos pais: de que modo participam na educação dos vossos filhos?"

  • valoriza o papel do professor ( Ah, há quanto tempo não ouvia (lia) isto!!!)

"Esse envolvimento pressupõe também, como é natural, que a figura do professor seja prestigiada e acarinhada pela comunidade, o que requer, desde logo, a estabilidade do corpo docente. É também necessário compreender que, em larga medida, a dignidade da função docente assenta no respeito e na admiração que os professores são capazes de suscitar na comunidade educativa, junto dos colegas, dos pais e dos alunos. A comunidade envolvente deve apoiar os professores na sua missão. O combate ao abandono ou ao insucesso escolar, por exemplo, não pode ser empreendido apenas pelos docentes."

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